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Líder da distrital de Braga do PSD explica: não está contra o avanço de Montenegro, mas contra uma moção de censura

José Manuel Fernandes corrige o tiro: “golpe de estado” seria uma moção de censura contra Rio; “desafiar a liderança é uma coisa diferente, não vejo nisso um golpe”

Filipe Santos Costa

Filipe Santos Costa

Jornalista da secção Política

José Manuel Fernandes, presidente da distrital de Braga do PSD, garante que não se referia a Luís Montenegro ao usar a expressão "golpe de estado" num vídeo que divulgou esta manhã sobre a situação do PSD. Nesse video, que divulgou pelas redes sociais e rapidamente se tornou viral entre os apoiantes de Rui Rio, Fernandes defende que o atual líder do PSD tem "o direito e o dever" de ir a eleições, depois de ter sido escolhido em diretas para se candidatar a primeiro-ministro. No final, garante que "Portugal e os portugueses não alinham, não aceitam, golpes de estado."

Ao contrário do que podia parecer, o eurodeputado assegurou ao Expresso que não estava a acusar Luís Montenegro de estar a promover um "golpe de estado". "Quando falo de golpe de estado, refiro-me à hipótese de ser apresentada uma moção de censura [no Conselho Nacional, para fazer cair a direção do partido]. Sou absolutamente contra uma moção de censura. E nem sei se Luís Montenegro a apoiaria ou não. Propor uma moção de censura é uma coisa, desafiar a liderança do partido para ir a votos é outra. Até porque, se Rui rio aceitar o desafio, e se disponibilizar para eleições, é pacífico", acrescenta o líder da terceira maior distrital do PSD.

Fernandes vai mesmo mais longe, dizendo que "é sempre importante haver disponibilidade de militantes para serem candidatos. Se o Luís Montenegro se disponibilizar para disputar uma diretas já, é uma coisa - não vejo na disponibilidade de alguém para disputar a liderança um golpe. Mas se se disponibilizar para ser candidato através de uma moção de censura, isso já não concordo, e acho um golpe", clarifica.