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Oposição não faz listas por “falta de condições” 

Com a corrente radical, mesmo minoritária, fora dos órgãos do Bloco, Catarina Martins arrisca uma votação esmagadora na Convenção.

A moção M não indicou candidatos à Mesa Nacional do Bloco de Esquerda por “neste momento” não ter disponibilidade para participar no órgão dirigente mais alargado do partido. Francisco Pacheco prefere “construir o partido pela base”. A direção do BE arrisca arrecadar nesta Convenção praticamente todos os 80 lugares da Mesa Nacional.

A moção M, que vem à Convenção com a proposta de “Um Bloco que não se encosta”, acha que tem “falta de condições” para apresentar uma lista de candidatos ao órgão de direcção do partido. Eles, que somam 8% dos delegados e constituem a maior força de oposição interna, optam por se afastar da condução estratégica do partido.

“Somos um movimento recente, constituído por jovens em situação de trabalho ainda muito precária, não temos a disponibilidade necessária”, diz Francisco Pacheco ao Expresso. “Não há condições para estarmos num órgão de trabalho rotineiro”, explica, sublinhando que preferem não se “afastar do trabalho de bases que é mais importante”.

“Construir o partido pela base” é o objetivo deste grupo de militantes que, até agora, tem sido a única voz dissonante do tom optimista e unificador que marca a Convenção bloquista.

Até agora, a Mesa Nacional teve sempre a participação de representantes de facões minoritárias. Com a desistência da moção M, resta apenas como concorrente à lista da atual direção do Bloco, a candidatura da Moção C, que não desiste de uma participação na Mesa Nacional. Mas, esta iniciativa de um grupo local de militantes do Norte, tem apenas menos de dois por cento dos delegados nesta Convenção. A vitória da lista encabecada por Catarina Martins está garantida. E será esmagadora.