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Tancos: Rui Rio contra chamada de António Costa à Comissão Parlamentar de Inquérito

luís barra

Chefe do Governo já se disponibilizou para responder à Comissão Parlamentar de Inquérito sobre Tancos, mas o líder do PSD repisa que é aos deputados no plenário da Assembleia da República que o primeiro-ministro deve prestar explicações

Isabel Paulo

Isabel Paulo

Jornalista

O presidente do PSD defende que é perante os deputados, em plenário parlamentar, que António Costa deve responder ao que se passou em Tancos e, só “se permanecer alguma dúvida, numa situação excecional”, deverá o primeiro-ministro depor na Comissão Parlamentar de Inquérito. Rio refuta, contudo, que esta seja uma posição “subserviente” em relação a António Costa, conforme referiu Marques Mendes, este domingo, na SIC, criticando o líder laranja pelo posicionamento de “falinhas mansas” e de “anjo da guarda” do Primeiro-Ministro na gestão do processo de Tancos.

“Eu, falinhas mansas?”, retorquiu Rio, esta segunda-feira, na sede do PSD/Porto, fazendo questão de lembrar ter sido ele quem levantou a questão “de Tancos, em setembro”. Para Rui Rio, a sua posição não se prende com o atual primeiro-ministro nem com outro qualquer menbro do Governo, mas pelo cargo institucional que ocupa: “Um primeiro-ministro ir a uma comissão parlamentar, nunca vi. Ir a uma comissão de inquérito, que é uma comissão especial, só posso admitir se após responder em plenário não ficar esclarecido tudo o que os deputados entenderem que deve ficar plenamente esclarecido”, advoga.

O presidente do PSD está convencido de que a investigação judicial e a Comissão Parlamentar de Inquérito vão conseguir apurar “responsabilidades políticas e criminais” do caso Tancos, que afirma ser “demasiado mau para as Forças Armadas, para o Governo e para o país”. Apesar de o caso ter desprestigiado as Forças Armadas e levado a reboque o Governo, Rio defende que mesmo assim a oposição deve “colocar o interesse do país e das Forças Armadas em primeiro lugar”.

“Até ver”, o líder social-democrata recusa qualquer envolvimento do Presidente da República na encenação da recuperação das armas de Tancos, sendo da opinião que o “fundamental agora é andar rápido com a investigação, em vez de se estar todos os dias com mais uma coisa e outra, umas verdades, outras não, que só servem para desgastar as instituições”.