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Marques Mendes: “José Silvano perde toda a autoridade com estes maus exemplos”

O antigo presidente do PSD critica o facto de José Silvano ter falseado presenças no Parlamento e defende que o secretário-geral do partido está ferido na sua “autoridade”

Luís Marques Mendes considera que José Silvano, secretário-geral do PSD, devia pedir “desculpa” depois de ter registado presenças no Parlamento sem ter lá estado. Para o antigo líder social-democrata, este caso mina a “autoridade” de Silvano e contamina a presidência de Rui Rio.

Na SIC, o comentador reagia assim à notícia do Expresso, que deu conta, na sua edição de sábado, de que o secretário-geral do PSD validou a sua presença em plenário quando, na verdade, estava em Vila Real ao lado de Rui Rio. Mais: ao Expresso, Silvano chega a admitir que pode ter dado a password a um colega de bancada (“não estou a dizer que não dei, que nos três anos [desta legislatura] ninguém saiba a minha password...”) com o objetivo de assegurar que alguém regista a sua falsa presença, e admite que vai muitas vezes à Assembleia da República “quase só” marcar o ponto.

Para Marques Mendes, este caso encerra “três maus comportamentos”: o do deputado que falta ao Parlamento “mas que simula que está presente”, dando a password a outro para o inscrever; o de quem “se sujeita a assinalar uma presença que sabe que é falsa”; e o facto de tudo isto ser para ganhar mais 60 euros por dia, o que roça o “ridículo”.

O antigo líder social-democrata acredita, por isso, que José Silvano deve um pedido de “desculpa” e que perde, com este caso, “toda a autoridade”. “É que o Secretário-Geral do PSD dá ‘puxões de orelhas’ e lições de moral aos autarcas que gastaram mais do que deviam, mas depois é ele a perder a razão e a autoridade com estes maus exemplos”, argumentou Mendes.