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Secretário-geral do PSD assinou presenças no Parlamento sem lá estar

Nuno Botelho

José Silvano diz que vai ao Parlamento “quase só” marcar o ponto. E há casos em que alguém marca por ele

Filipe Santos Costa

Filipe Santos Costa

Jornalista da secção Política

De acordo com o registo oficial da Assembleia da República, José Silvano, secretário-geral do PSD, não faltou a nenhuma das 13 reuniões plenárias realizadas no mês de outubro. Acontece... que faltou. Pelo menos num dos dias em que José Silvano validou a sua presença em plenário, essa informação é falsa, conforme o próprio admitiu ao Expresso. Na tarde de 18 de outubro, o dirigente do PSD andou pelo distrito de Vila Real ao lado de Rui Rio, cumprindo um programa de reuniões que teve início às 15h30 — apesar disso, nessa quinta-feira, alguém registou a presença do secretário-geral social-democrata logo no início da sessão plenária, quando passavam poucos minutos das três da tarde.

Houve um tempo em que para marcar a presença de um deputado em plenário bastava assinar a folha de presenças —era tão fácil que uns deputados assinavam por outros. Assim, quem faltava não só evitava ter de justificar a falta como garantia o subsídio de deslocação a que os deputados têm direito por cada dia em que participam nos trabalhos parlamentares. Mas agora o processo é mais sofisticado, para evitar que os deputados cometam abusos como no passado.

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