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MAI diz que não teve conhecimento sobre recuperação de armas de Tancos

O general Rovisco Duarte pediu a demissão cinco dias depois da saída de Azeredo Lopes do Ministério da Defesa. Pressão causada pelo roubo e posterior recuperação do armamento de Tancos no centro da polémica

Nuno Botelho

O ministro da Administração Interna nega esse conhecimento e recorda que “não exercia as funções de Ministro da Administração Interna à data da recuperação do material furtado”

O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, garantiu esta sexta-feira não ter tido "conhecimento nem qualquer informação relativa à recuperação das armas" furtadas em Tancos.

"O ministro da Administração Interna não teve conhecimento nem qualquer informação relativa à recuperação das armas", refere uma resposta escrita à agência Lusa do Ministério da Administração Interna, após o PSD ter esta sexta-feira perguntado ao ministro se "teve, em algum momento, conhecimento dos contornos da operação que levaram ao encobrimento do desaparecimento das armas de Tancos".

Numa pergunta ao MAI, entregue no parlamento, o líder parlamentar do PSD, Fernando Negrão, e o deputado Carlos Peixoto querem saber se Eduardo Cabrita teve conhecimento do caso de Tancos, face às notícias do envolvimento de três elementos da GNR no alegado encobrimento na recuperação do material militar furtado.

O ministro nega esse conhecimento e recorda que "não exercia as funções de Ministro da Administração Interna à data da recuperação do material furtado".

Eduardo Cabrita lembra ainda que, a 08 de outubro, uma semana depois de ser tornada pública a Operação Húbris, na qual foram detidas nove pessoas, oito militares e um civil, determinou a abertura, pela Inspeção-Geral da Administração Interna, de "processos de inquérito para apuramento de responsabilidades disciplinares relativamente a dois sargentos e dois guardas da GNR".

Entre os arguidos do inquérito estão o ex-diretor da Polícia Judiciária Militar (PJM), que está em prisão preventiva, o investigador e ex-porta voz da PJM, um civil, alegadamente o responsável pelo furto e três elementos do Núcleo de Investigação Criminal da GNR de Loulé.

Esta é a segunda pergunta deste tipo feita pelo PSD a um ministro, depois de, na quarta-feira, ter questionado a titular da Justiça, Francisca Van Dunem.