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Política

CDS propõe videovigilância contra graffiti ilegais em Lisboa

Rui Duarte Silva

Vereador Duarte Cordeiro diz que a Câmara ouvirá as propostas e garante que a recolha do lixo já foi normalizada

O CDS propõe um plano para acabar com aquele que considera ser um dos principais problemas da cidade: o lixo. Assente em dez medidas, o Lisboa Limpa deverá ser financiado pelas taxas urbanas para a higiene e pela taxa turística. “A falta de higiene e o lixo acumulado têm-se agravado. Sabemos que há medidas, mas não saem do papel. Não sentimos que esta seja uma prioridade da Câmara”, acusa Assunção Cristas, vereadora e líder do partido.

Entre as dez propostas, destaca-se a criação de uma linha telefónica gratuita só para questões de higiene urbana, as brigadas de recolha de lixo para situações de emergência, a promoção do fim das palhinhas e copos de plástico nos restaurantes, campanhas de sensibilização e o aumento de mais sistemas de videovigilância, que o CDS prefere chamar videoproteção, para fiscalizar graffiti ilegais. Os centristas lembram que a fiscalização deste tipo de graffiti também é responsabilidade camarária e, por isso, querem que mais zonas da cidade sejam abrangidas pelo sistema de vídeo.

“É bom lembrar à autarquia que tem competências legais e de fiscalização nesta matéria. Já existe um quadro legal, é preciso que a Câmara atue eficazmente e identifique os infratores. Porque não adianta muito as pessoas terem uma linha gratuita para a higiene urbana e depois não haver consequências”, diz Assunção Cristas ao Expresso. Na mesma linha, outra das medidas propostas pelo CDS é a da sensibilização das entidades judiciais, de modo que as penas a aplicar aos infratores envolvam trabalho comunitário, por exemplo, obrigando-os a limpar as propriedades danificadas.

A líder centrista recusa a ideia de que o aumento do lixo se deva, exclusivamente, ao aumento do turismo, apesar de defender que é preciso reforçar a recolha nas zonas de maior concentração turística. “Temos recebido várias queixas por causa do lixo, mesmo em bairros que estão fora das zonas de maior pressão turística. Por exemplo, quando fazemos reuniões descentralizadas, como recentemente no Lumiar, ouvimos muitas queixas dos munícipes. Há relatos de ratos. É necessário subir o nível de prioridade nesta questão”, diz.

CML promete reunião

Assunção Cristas espera que este “contributo positivo” seja acolhido e não que a Câmara “olhe para elas e diga que já está a fazer”. Do lado da autarquia, Duarte Cordeiro, número dois executivo, garante ao Expresso que haverá uma reunião de câmara, em novembro, dedicada à questão do lixo e da higiene urbana para ouvir as propostas de todos os partidos.

A própria câmara irá também apresentar propostas, nas quais se incluem novos regulamentos de higiene urbana, novos contratos com as juntas de freguesia e a contratação de mais 90 funcionários para reforçar a recolha do lixo e a limpeza das ruas. A autarquia vai ainda antecipar a campanha de sensibilização que estava prevista para começar em janeiro. “Reconhecemos que houve um problema no verão, altura em que tivemos mais trabalhadores de férias, mas a situação já foi normalizada”, defende Duarte Cordeiro.