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CDS: “Demissão do ministro é tardia, inevitável e reveladora”

Alberto Frias

Os democratas-cristãos consideram “gravíssimo” que António Costa tenha demorado tanto tempo para afastar o seu ministro da Defesa. Para o CDS, a queda de Azeredo Lopes era “inevitável”

João Almeida, deputado do CDS, considera que a demissão de Azeredo Lopes é “tardia, inevitável e muito reveladora”. Para os democratas-cristãos, a continuidade do ministro da Defesa no cargo “arrastou atrás de si o prestígio das Forças Armadas”.

Em declarações aos jornalistas, na Assembleia da República, o porta-voz do CDS criticou o facto de António Costa ter demorado “tanto tempo” para afastar o seu ministro, tendo em conta a gestão política de Azeredo Lopes do assalto aos paióis de Tancos e os factos entretanto conhecidos.

O deputado do CDS criticou ainda o comportamento do primeiro-ministro, que ainda no último debate quinzenal defendeu publicamente Azeredo Lopes e acusou a oposição de direita de estar a quebrar um “consenso” instalado desde novembro de 1975, “partidarizando” as Forças Armadas. Para João Almeida, a atitude de António Costa é “reveladora” do modus operandi deste Governo.

“O senhor ministro há-de saber porque é que se demitiu agora. Mas ninguém neste país compreende que se demita tanto tempo depois [do assalto aos paióis de Tancos]”, rematou João Almeida.