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Marques Mendes aponta Vieira da Silva ou Mourinho Félix como futuro ministro das Finanças

No seu comentário habitual na SIC, Marques Mendes diz que ficou claro que Centeno não volta a integrar um futuro governo de António Costa e que deverá rumar à Europa como presidente do próximo Fundo Monetário Europeu ou Comissário Europeu. Defende ainda que Azeredo Lopes deve sair para defender as instituições que representa e que o orçamento do próximo ano é o mais eleitoralista de sempre

No seu habitual comentário aos domingos à noite, Marques Mendes destacou que para o país este será um orçamento com "uma marca histórica". Isto porque um défice de 0,2% do PIB, praticamente zero, significa que a "as contas públicas estão em ordem", afirmou . "Pode -se discordar da forma como se lá chega, mas tem que se valorizar" disse, salientando que o um orçamento de défice zero é histórico em democracia. Para o comentador, do ponto de vista dos portugueses, é um orçamento muito popular "As famílias, os pensionistas, os funcionários públicos, os utilizadores de transportes públicos da Grande Lisboa e do Grande Porto vão adorar", afirmou.

Marques Mende salientou ainda que o Orçamento do Estado para 2019 é o mais eleitoralista de sempre e constitui um "bónus político" extraordinário para António Costa. Sobretudo porque inclui a "medida que mais vai contribuir para a maioria absoluta, que é a redução dos passes sociais na grande Lisboa".

Porém, Marques Mendes não deixou de levantar dúvidas quanto ao projeto orçamental: "receio que este orçamento levante problemas no futuro quando a economia começar a arrefecer".

O comentador lembrou o que aconteceu há 20 anos com o primeiro Governo de António Guterres, um executivo minoritário com a economia em alta. "Chapa ganha, chapa gasta.

Marques Mendes está convencido que o ministro das Finanças, Mário Centeno não deverá fazer parte do próximo executivo, se o PS ganhar as eleições. Apesar de na entrevista à TVI, António Costa não o ter dito abertamente, “deixou-o subentendido”. Para o comentador, o futuro do atual ministro das Finanças será “Presidente do próximo Fundo Monetário Europeu (organismo que vai ser criado na União Europeia); ou Comissário Europeu, podendo ser eventualmente vice-presidente da Comissão”.

Quanto aos substitutos de Centeno: Mourinho Félix ou Vieira da Silva. O primeiro parece a solução óbvia: é o principal Secretário de Estado de Mário Centeno. O segundo, por uma razão que pouquíssima gente conhece: Vieira da Silva foi a primeira escolha de António Costa para Ministro das Finanças do Governo. “O Plano A de Costa era Vieira da Silva nas Finanças e Mário Centeno no Trabalho. Depois, houve uma troca. Será que voltamos a esse Plano A?”, interrogou.

Em relação ao caso de Tancos, Marques Mendes considera que o ministro da Defesa. Azeredo Lopes, "deve sair, ou ser convidado a sair". Quando um ministro tem sobre si uma suspeita grave deve demitir-se para defender a instituição que representa e lembrou o que António Vitorino fez no Governo de António Guteres ou Miguel Macedo, no de Passos Coelho.

Sobre as reivindicações dos professores, Marques Mendes salientou que eles estão a ser vítimas quer "da irresponsabilidade do Governo, quer da radicalização dos seus sindicatos".

Sobre as eleições no Brasil, Mendes considera que é quase garantido que Jair Bolosnaro, o candidato da extrema-direita passe hoje à segunda volta das presidenciais. Os eleitores brasileiros estão numa situação de "venha o diabo e escolha", entre Bolsonaro e o candidato do Partidos Trabalhadores, Fernando Haddad. "A segunda volta vai ser um verdadeiro totobola. O Brasil está extremamente radicalizado e o voto é de rejeição e não por convicção".