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Política

Lisboa “não consegue sozinha combater” falta de habitação, diz Medina

MIGUEL A. LOPES / LUSA

O presidente da câmara de Lisboa disse esta sexta-feira, nas comemorações do 5 de Outubro, que “um município, por maior e mais forte que seja, não consegue sozinho combater um mercado de arrendamento sem oferta e um mercado de aquisição em inflação contínua. Esta é uma tarefa do Parlamento”

No discurso que proferiu nas comemorações do 5 de Outubro, que decorrem esta manhã na Praça do Município, Fernando Medina considerou que não seria possível celebrar "adequadamente a República" se não tivesse "expressão uma das preocupações centrais de milhares de portugueses, a concretização do direito à habitação".

"Um município, por maior e mais forte que seja, como Lisboa, não consegue sozinho combater um mercado de arrendamento sem oferta e um mercado de aquisição em inflação contínua. Esta é uma tarefa do parlamento", afirmou o socialista.

O presidente da Câmara de Lisboa falava perante o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o primeiro-ministro, António Costa, o presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, a presidente da Assembleia Municipal de Lisboa, Helena Roseta, e também perante deputados da Assembleia da República e Assembleia Municipal.

Para Fernando Medina, "esta é uma responsabilidade de todos, mas é naturalmente maior para os partidos que apoiam a atual solução política". A ouvi-lo estavam ainda os líderes do PSD, Rui Rio, e do CDS-PP, Assunção Cristas, que é também vereadora em Lisboa.

"A maioria que tantas vezes se formou para assegurar direitos fundamentais que tinham sido postos em causa não pode falhar aqui, no que é fundamental", sublinhou o presidente da Câmara, notando que "já passaram três anos desta legislatura".

"É essencial passar das proclamações inflamadas e das intervenções casuísticas para ações concretas e efetivas, é essencial avançar já", defendeu, apontando que, "entre 2013 e 2018, o número de fogos colocado para arrendamento na cidade de Lisboa caiu de 7.450 por ano para menos de metade". Também o "preço de aquisição tem subido de forma contínua", precisou.