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Aliança defende que Azeredo Lopes “não tem condições para continuar”

ana baião

Sublinhando que não faz “considerações de ordem pessoal”, o partido de Santana refere a “excessiva fragilidade política” do ministro da Defesa e a “gravidade” do caso de Tancos que “não pode ser silenciada”

Começa por dizer que “não se mobiliza por considerações de ordem pessoal, nem formula processos de intenção” e que, por “não haver certeza sobre a verdade”, não se pronuncia sobre o eventual conhecimento, por parte de Azeredo Lopes, da alegada encenação do roubo e recuperação de armas em Tancos.

Mas não é por isso que deixa de apontar baterias ao Governo. O partido de Pedro Santa Lopes considera que a sucessão de acontecimentos sobre o caso Tancos provocaram no ministro da Defesa uma "excessiva fragilidade política". O que o leva a uma conclusão: o titular da Defesa não tem condições para continuar.

"É óbvio que a salvaguarda mais elementar do respeito devido às Forças Armadas e a outras entidades relevantes do Estado, não permite outra conclusão que não seja a de que o Ministro não tem condições para continuar no cargo", lê-se no comunicado enviado ao Expresso.

E considera que, “por muito que seja prática regular - numa mistura consuetudinária de regra e moda - os primeiros-ministros reafirmarem a confiança nos seus Ministros até à exaustão, este caso não o permite”.

A Aliança realça que a polémica de Tancos, que envolve instituições da Justiça, da Administração Interna e da Defesa Nacional, tem uma gravidade que “não pode ser silenciada”.