Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

Tancos: Costa segura Azeredo. “Não suscita qualquer quebra de confiança”

PAULO CUNHA

Primeiro-ministro mantém, em declarações ao Expresso, a confiança política no ministro da Defesa. É a reação à notícia de que Vasco Brazão garantiu que deu posterior conhecimento a Azeredo Lopes da operação de encobrimento da recuperação das armas. Ministro desmente ter tido qualquer conhecimento

Joana Pereira Bastos

Joana Pereira Bastos

Editora de Sociedade

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

Rui Gustavo

Rui Gustavo

Jornalista de Sociedade

“Desconheço em absoluto o que tenha sido dito por qualquer pessoa em qualquer depoimento, que aliás presumo que esteja em segredo de justiça”, afirma António Costa ao Expresso. “Conheço o que de modo inequívoco o ministro da Defesa Nacional já declarou em público e que não suscita qualquer quebra de confiança”.

É a resposta do primeiro-ministro à pergunta colocada esta manhã pelo nosso jornal sobre que comentários tem a fazer e se mantém a confiança política em Azeredo Lopes depois da notícia avançada pelo Expresso, de que o major Vasco Brazão assegurou ter dado conhecimento a Azeredo Lopes da encenação montada na Chamusca mais de um mês após a recuperação do arsenal. O ministro da Defesa já negou ter tido qualquer conhecimento.

Durante o interrogatório de oito horas, realizado esta terça-feira, o major Vasco Brazão, investigador da Polícia Judiciária Militar (PJM), garantiu ao juiz de instrução que, no final do ano passado, e já depois das armas terem sido recuperadas, deu conhecimento ao ministro da Defesa, juntamente com o diretor daquela polícia, coronel Luís Vieira, da encenação montada em conjunto com a GNR de Loulé em torno da recuperação das armas furtadas nos paióis de Tancos.

Confrontado pelo Expresso, o ministro da Defesa recusou-se a comentar a informação dada por Vasco Brazão ao tribunal, invocando o segredo de justiça. Contudo, questionado pelo nosso jornal sobre se foi ou não informado da operação de encobrimento na recuperação das armas de Tancos, o ministro da Defesa respondeu categoricamente que "não". Nem antes dessa operação ter sido realizada, em outubro, nem depois dela, no final do ano de 2017.

Leia a notícia desta manhã do Expresso AQUI. E saiba mais informações sobre esta investigação amanhã no semanário Expresso, que esta semana é publicado sexta feira, feriado.