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Rio defende ser “impossível manter ministro da Defesa” se houve encobrimento

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“A não ser que seja tudo redondamente mentira e provado que é redondamente mentira, não vejo como é que um primeiro-ministro pode manter o ministro em funções”, afirmou o líder do PSD

O presidente do PSD, Rui Rio, defendeu esta quinta-feira que, a ser verdade que o ministro da Defesa teve conhecimento do encobrimento na recuperação do material furtado em Tancos, Azeredo Lopes não tem condições para se manter em funções.

"A não ser que seja tudo redondamente mentira e provado que é redondamente mentira, não vejo como é que, nestas condições, um primeiro-ministro pode manter o ministro em funções", afirmou Rui Rio, em declarações à agência Lusa.

O presidente do PSD salientou que tem por princípio "não pedir demissões de membros do Governo".

"A palavra é sempre do primeiro-ministro, mas, quando eu for primeiro-ministro, nestas circunstâncias era impossível manter um ministro em funções. A não ser que isto seja redondamente mentira, mas isso é que eu tenho dúvidas", sublinhou.

O Expresso noticiou que o ex-porta-voz da Polícia Judiciária Militar, major Vasco Brazão, assegurou ao juiz de instrução do caso de Tancos ter dado conhecimento a Azeredo Lopes da encenação montada na Chamusca mais de um mês após a recuperação do arsenal.

Por seu lado, o ministro da Defesa, Azeredo Lopes, negou "categoricamente" ter tido conhecimento de qualquer "encobrimento" no caso da de recuperação do material militar furtado nos paióis em Tancos.