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Já há acordo Governo-ANA sobre novo aeroporto do Montijo

Aeroporto Humberto Delgado será remodelado e arrancará uma nova aerogare no Montijo

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A notícia foi dada este domingo por Marques Mendes, no seu habitual espaço no Jornal da Noite, na SIC. O comentador garante que o Estado não gastará um cêntimo, arcando a ANA com os mil milhões de investimento, a troco de um prolongamento da concessão

O acordo entre o Governo e a ANA, para viabilizar o aeroporto do Montijo, já está selado - quem o garante é Marques Mendes, que deu a notícia no seu comentário habitual aos domingos, Jornal da Noite da SIC.

"A cerimónia pública da assinatura deverá realizar-se na primeira quinzena de Outubro", disse.

Segundo o comentador da SIC, o Estado não gasta um cêntimo, pois os mil milhões de euros necessários (para adaptar o Montijo à aviação civil e, também, ampliar a pista de Lisboa) serão assumidos pela empresa concessionária dos aeroportos.

"A ANA assegurará o investimento total, o qual será compensado com o alargamento da concessão inicial", afirmou Marques Mendes. As obras estarão terminada sem 2022.

Tancos e a recusa de Pedro Passos Coelho em receber uma condecoração foram alguns dos pontos abordados pelo comentador da SIC.

Sobre o roubo de material de guerra, Marques Mendes afirmou que "o que veio a público mostra que o Governo não tinha razão para desvalorizar" o que se passou em Tancos.

Diretor da PJ militar já devia ter sido demitido

O comentador da SIC considerou "inaceitável" que o diretor da Polícia Judiciária Militar (PJM), que se encontra em prisão preventiva, tivesse admitido que fez "uma espécie de negócio" com um criminoso, quando a obrigação do diretor de uma polícia é "entregar os criminosos à Justiça".

Sobre o alegado conhecimento que algumas chefias militares terão do que agora foi desvendado, Marques Mendes defende que tanto o ministro da Defesa como o Chefe de Estado-Maior do Exército "deviam vir a público dizer que não sabiam de nada. Deviam esclarecer rapidamente isto", sublinhou o comentador.

Marques Mendes declarou ainda que o diretor da PJM "já devia estar demitido a esta hora" e defendeu uma "auditoria independente à PJM, pelo menos" sobre a sua atividade nos anos em que foi dirigida pelo militar agora detido.

"Passos tem condições de voltar"

A recusa de Pedro Passos Coelho em receber a condecoração que o Presidente da República lhe pretendeu atribuir tem para Marques Mendes o significado político de que Passos "não é ainda um reformado político".

Pelo contrário, mostra que ele pode voltar à "política ativa". "Acho ainda lhe passa pela cabeça ser líder do PSD e ser primeiro-ministro". Momento para isso? Para Marques Mendes, pode ser já em 2019-2020, se o PSD perder as eleições e Rui Rio for afastado.

Quem já não está na política ativa, mas nunca deixa de estar verdadeiramente fora da política (como se viu há dias nos comentários sobre a sucessão de Joana Marques Vidal), é Cavaco Silva. E isso voltará a acontecer brevemente, a fazer fé na segunda notícia dada pelo comentador na noite deste domingo (a primeira foi a do acordo enntre o Governo e a ANA).

Segundo Marques Mendes, Cavaco Silva vai lançar o seu segundo livro de memórias, sobre a parte final da sua Presidência da República. Na obra haverá capítulos sobre a crise entre PSD e CDS (nomeadamente a demissão de Paulo Portas) e as negociações, após as eleições legislativas de 2015, que tornaram possível o Governo de António Costa.