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JSD/Lisboa exige mais habitação para estudantes. “Não podemos encolher os ombros”

JSD/Lisboa

A distrital de Lisboa da JSD mandou colocar um outdoor no Marquês de Pombal para exigir mais respostas ao problema da falta de habitação para estudantes. “O Governo e a Câmara Municipal só encolhem os ombros. Não há qualquer sensibilidade social”, critica Alexandre Poço, líder da JSD/Lisboa

“Em Lisboa todos são bem-vindos menos os estudantes.” É este o mote da nova campanha da distrital lisboeta da JSD, que exige mais respostas da Câmara Municipal e do Governo para o problema da falta de habitação na capital. A iniciativa foi assinalada com um outdoor no Marquês de Pombal, onde se fazem as contas: “Arrendar um quarto? 450€. Alimentação: 250€. Transportes: 35€. E ainda falta a propina”, denunciam os jotas.

“Queremos que os jovens da nossa geração possam escolher o seu curso e o sítio onde estudam, de acordo com os seus objetivos e o seu projeto de vida, e não sejam afastados por razões económicas. As novas gerações não têm hoje igualdade de oportunidades”, poder ler-se no comunicado da JSD/Lisboa.

Cartaz da JSD/Lisboa no Marquês de Pombal

Cartaz da JSD/Lisboa no Marquês de Pombal

JSD/Lisboa

Em declarações ao Expresso, Alexandre Poço, líder da JSD/Lisboa e vice-presidente da estrutura nacional, aponta o dedo ao Governo e à Câmara Municipal de Lisboa, que continua sem fazer uso do “edificado público devoluto e vazio” que existe na cidade. “Durante três anos nada foi feito. Só encolhem os ombros. Não há qualquer sensibilidade social”, critica o social-democrata.

Há duas semanas, a JSD/Lisboa apresentou uma proposta para a criação de um pólo residencial universitário do Distrito de Lisboa, para criar uma zona com milhares de camas para estudantes. Além disso, a estrutura dirigida por Alexandre Poço têm também em curso uma petição pública para levar o tema à Assembleia da República e que conta já com mais de 2500 assinaturas. “Estamos a falar de um problema que está a pôr em causa o princípio de igualdade de oportunidades no acesso ao ensino superior”, alerta Alexandre Poço.