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Marcelo porta-voz do “juízo universal” sobre João Lourenço: “Dinamismo, energia, imaginação”

Tiago Petinga/Lusa

Não é costume um chefe de Estado avaliar outro chefe de Estado. Mas Marcelo Rebelo de Sousa arriscou com o Presidente da República de Angola. No fim de uma cimeira informal da CPLP em Nova Iorque, o PR português fez de porta-voz do “juízo universal” sobre João Lourenço.

Ângela Silva

Ângela Silva

com Lusa

Jornalista

O próprio Marcelo reconheceu que "um chefe de Estado foge a avaliar outros chefes de Estado", mas abriu uma exceção para o Presidente da República de Angola. Marcelo Rebelo de Sousa diz que acompanha o "juízo universal" sobre João Lourenço. E qual é o juízo universal? Segundo o Presidente português, é "um juízo que sublinha o dinamismo, a energia, a imaginação, a presença um pouco por todo o mundo, em vários continentes, em tão pouco espaço de tempo do Presidente João Lourenço".

O Presidente da República português falou no fim da cimeira informal da CPLP que ocorreu em Nova Iorque à margem da assembleia geral da ONU. Estiveram presentes apenas três chefes de Estado - de Portugal, de Cabo Verde e da Guiné Equatorial. Mas o tema escolhido por Marcelo no final foi o do "momento muito bom" que se vive nas relações Portugal/Angola.

No dia em que se completa o primeiro ano de mandato de João Lourenço, Marcelo Rebelo de Sousa puxou pelas relações entre Estados irmãos como é o caso do Estado de Angola" e elevou a expectativa para a visita que Lourenço fará a Portugal em novembro.

"Serão dois dias intensos de visita de Estado, intensos em termos protocolares, intensos em termos económicos e financeiros, intensos, esperamos, em termos também de acordos a ajustar entre os dois Estados."

Mas Marcelo antecipa mais: "Dois dias intensos também em termos de sociedade civil. Quer dizer, a sociedade civil empenhada no encontro da comunidade luso-angolana com os dois chefes de Estado e com o Governo de Portugal. Vai ser muito bom".