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Cavaco: “A não recondução da PGR é a decisão mais estranha do mandato da geringonça”

Uma “decisão política estranhissima”, é como o ex-Presidente da República Cavaco Silva classifica a não recondução de Joana Marques Vidal. Cavaco não atira diretamente a Marcelo. Mas indiretamente refere a cobertura dada “à mais estranha decisão” do Governo de Costa

Cavaco Silva comentou esta quarta-feira com estrondo a não recondução da procuradora-geral da República. Em declarações aos jornalistas, o ex-Presidente da República considerou estar-se perante "algo muito estranho", algo "estranhíssimo", tendo em conta "a forma competente e o contributo decisivo" que Joana Marques Vidal deu para "a credibilidade do Ministério Público".

Sem nunca se referir ao Presidente Marcelo Rebelo de Sousa, a quem coube nomear a substituta de Marques Vidal, Cavaco deixa implícita a crítica à cobertura presidencial dada por Marcelo a uma decisão que classificou como "política".

Mas o ex-Presidente disse mais. Além de colar a não recondução da procuradora a motivações políticas, Cavaco foi duro na classificação da decisão e do próprio Governo de António Costa, que tratou por "geringonça".

"Sou levado a pensar que esta decisão política é a mais estranha tomada no mandato do Governo que ficou conhecido como geringonça", afirmou.

Cavaco Silva lança um novo volume das suas memórias em outubro, onde apanha precisamente o período em que, como chefe de Estado, teve de dar posse ao Governo das esquerdas.