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Rui Rio sobre eventual recondução de Joana Marques Vidal: “Não, claro que não ficaria surpreendido”

Luís Barra

O presidente do PSD admite que a recondução da atual procuradora-geral da República não o surpreenderia. Na Áustria, onde se deslocou para uma reunião do PPE, não comentou o nascimento do partido Aliança, mas considerou positivo para Portugal a reaproximação com Angola

Considera “para já, precoce” o PSD adiantar a posição que manteve na reunião com a ministra da Justiça, a propósito da eventual recondução de Joana Marques Vidal no cargo de procuradora-geral da República, mas Rui Rio admite que “não ficaria surpreendido” com esse cenário. “Claro que não ficaria”, disse o presidente do partido aos jornalistas esta quarta-feira, em Salzburgo, na Áustria, onde se deslocou para participar no encontro dos líderes nacionais do PPE.

Questionado sobre o nascimento oficial do partido Aliança, Rio adiantou também “não ter nada a acrescentar” em relação ao que já manifestou. “Tudo o que tinha a dizer, não sobre esse partido, mas sobre a saída do Dr Santana Lopes do PSD, já disse. Não foi muito, mas é o que me oferece dizer”, declarou. Ou seja, “embora não concordando com a decisão, do Dr Santana Lopes, respeito. Está no seu direito”.

Sobre a escolha dos candidatos sociais-democratas às eleições europeias de 2019, o presidente do PSD voltou a empurrar a questão para mais tarde, fazendo um apelo para que, “quer para as legislativas, quer para as eleições europeias”, o clima de campanha eleitoral seja “adiado o mais possível”. Rui Rio considera que entrar demasiado cedo num clima de pré-campanha “é mau para Portugal”, por impedir olhar para as questões que importam com “serenidade” e com “posições sensatas e sinceras”.

Já sobre as suas preferências quanto a quem deve ser o cabeça de lista do PPE, Rio adiantou que “a posição mais sensata” é, para já, “ouvir todos os que pretendem ser candidatos”. Sobre o perfil adequado, será o de alguém “com capacidade para unir a União Europeia o mais possível” e que recolha “os apoios que o permitam fazer”, acrescentou.

Tema em cima da mesa no encontro europeu, Rui Rio disse considerar “normal” a recomendação do Parlamento Europeu para a instauração de um procedimento disciplinar à Hungria por violação grave dos valores europeus pelo Governo de Viktor Órban.

Finalmente, o presidente do PSD saudou como algo positivo para Portugal a reaproximação com Angola, após a visita oficial do primeiro-ministro. “Penso que foi conseguido”, afirmou, “e isso é muito bom”.