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Brexit. Costa vinca que separação desordenada seria “muito má” para UE e Londres

Thierry Monasse/Getty

Primeiro-ministro rejeitou que a realização de uma cimeira extraordinária em novembro dedicada à saída do Reino Unido da UE seja uma medida “desesperada”

O primeiro-ministro, António Costa, lembrou nesta quarta-feira que o tempo urge para fechar o acordo de saída do Reino Unido da União Europeia (UE), considerando que "a separação desordenada" seria "muito má" quer para Londres, quer para o bloco comunitário. "O tempo urge para que se chegue a acordo com o Reino Unido, porque a separação desordenada seria muito má do ponto de vista económico e social quer para o Reino Unido, quer para o conjunto dos países europeu", alertou.

Na véspera da cimeira informal dos chefes de Estado e de Governo em Salzburgo (Áustria), onde os últimos avanços das negociações do 'Brexit' serão analisados a 27 com o negociador-chefe comunitário, Michel Barnier, o primeiro-ministro rejeitou que a realização de uma cimeira extraordinária em novembro dedicada à saída do Reino Unido da UE seja uma medida "desesperada".

"É sim um sinal de que todos temos a vontade de fazer tudo o que for possível para chegar ao melhor acordo de saída para o Reino Unido. Tomada a decisão de saída, agora há que ter um bom acordo para que assegure aquilo que é fundamental: que o Reino Unido continue a ser um aliado, um parceiro, um vizinho e um amigo", realçou.

António Costa assumiu-se "otimista" quanto ao avançar das negociações com Londres, sublinhando que os 27 querem ter a relação "mais próxima possível com o Reino Unido".
O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, anunciou hoje que vai propor a realização de uma cimeira extraordinária em novembro dedicada ao 'Brexit'.

"Amanhã [quinta-feira], no encontro a 27, vou propor que seja realizada uma cimeira adicional em meados de novembro", anunciou Tusk, numa conferência de imprensa em Salzburgo, na véspera da cimeira informal organizada pela presidência austríaca da UE.

O presidente do Conselho Europeu esclareceu haver propostas da primeira-ministra britânica, Theresa May, que "precisam de ser trabalhadas e mais negociadas", nomeadamente as que respeitam à questão da fronteira irlandesa e ao quadro para a futura relação económica entre o Reino Unido e a UE.

O Reino Unido vai deixar a União Europeia em 29 de março de 2019, dois anos após o lançamento oficial do processo de saída, e quase três anos após o referendo de 23 de junho de 2016 que viu 52% dos britânicos votarem a favor do 'Brexit'.