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Luís Marques Mendes. “A recondução de Joana Marques Vidal não me surpreende”

Luís Marques Mendes diz que procuradora-geral da República fez um mandato muito positivo, conduzido de forma profissional, isenta e independente. Em relação a Angola, revelou que Portugal vai anunciar uma linha de crédito de 500 milhões de euros de apoio às exportações nacionais

Isabel Paulo

Isabel Paulo

Jornalista

No seu comentário político semanal na SIC, Luis Marques Mendes disse não saber se já há uma decisão formada em relação à recondução ou não de Joana Marques Vidal co cargo de procuradora-geral de República, mas sublinhou não ficar surpreendido se a decisão do primeiro-ministro e do Presidente da República for no sentido de um segundo mandato. “Fez um mandato muito positivo, bem como todo o Ministério Público e procuradores”, disse Mendes, daí “ser normal a recondução para não dar um sinal errado”.

A manifestação favorável dos partidos à recondução da PGR é vista com naturalidade pelo comendador: “Não é uma partidarização, nem uma questão ideológica de direita ou esquerda, até por ser uma mulher de esquerda escolhida por um Governo socialista”. Na análise ao mandato da PGR, o comentador considerou que Joana Marques Vidal teve uma atuação profissional, independente e isenta, razão pela qual entende que a recondução é positiva para o país.

Em relação à visita de António Costa a Angola, Marques Mendes diz que será, sobretudo, um encontro político, defendendo que os dois países, até por razões históricas, estão condenados a perder quando estão de costas viradas. Depois de “um período de gelo por causa de querelas judiciais”, o ex-líder do PSD antecipa a retoma de um relacionamento tranquilo entre Lisboa e Luanda e o reforço de relações económicas. Além de anunciar que João Lourenço virá a Portugal a convite do Presidente da República, Mendes destacou que o Governo vai abrir uma linha de crédito, de 500 milhões de euros, de apoio às exportações para Angola, país que já foi o sétimo destino das exportações nacionais.

Um acordo para evitar a dupla tributação foi outra das novidades referidas por Marques Mendes