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Sondagem. Portugueses acreditam que PSD será o partido mais prejudicado pela Aliança de Santana

Rui Rio e Santana Lopes, no Congresso do PSD em fevereiro de 2018

MIGUEL A. LOPES

Nem PS, nem CDS. Para 38,2% dos inquiridos pela Eurosondagem, Rio é quem tem mais a temer com a criação do novo partido de Santana

Foi uma das notícias que agitaram o verão político: Pedro Santana Lopes, que concorreu à liderança do PSD em janeiro e perdeu, vai mesmo avançar com a criação do seu próprio partido. Multiplicaram-se as análises sobre o efeito Aliança no eleitorado, tentando perceber a forma como esta novidade irá mexer com o xadrez político até às legislativas do próximo ano. Será o seu antigo partido, agora com Rui Rio ao comando, o mais prejudicado? Irá Santana posicionar-se mais ao centro e roubar votos ao PS, contribuindo até para a morte do sonho da maioria absoluta? Ou será o CDS de Assunção Cristas o grande afetado por esta iniciativa?

Para os portugueses, a resposta é clara: só o PSD terá motivos para preocupação. Foi assim que responderam 38,2% dos inquiridos no estudo de opinião da Eurosondagem para o Expresso e a SIC, quando questionados sobre "quem tem mais a temer" com o efeito Aliança. Um número quase tão alto como os que consideraram que, na verdade, Santana não constitui um perigo, pelo que "nenhum" tem nada a temer (36,6%).

Apesar de ainda não ter falado com o ex-PSD, Assunção Cristas já veio dizer que vê Santana como um potencial parceiro de alianças, uma vez que tem defendido que desde as últimas legislativas, com a experiência da geringonça, o voto útil acabou e a prioridade é conseguir reunir 116 deputados na área do centro-direita. Se diz não ver Santana como uma ameaça - apesar de dentro do CDS a iniciativa ser vista com cautela - os inquiridos dão-lhe razão: só 9,9% consideram que tem motivos para estar preocupada. Quanto ao PS, o número desce para os 4,4%.

Apesar de ainda não ter sido formalmente criado (está na fase de recolha de assinaturas), o partido de Santana também já entra nas sondagens. E o ex-militante do PSD vê os resultados com bons olhos. Afinal, ao estudo da Eurosondagem de julho em que 5% dos inquiridos admitiam votar Aliança nas legislativas, Santana respondia com otimismo: "Cinco por cento já chegava".

Ficha técnica

Estudo de Opinião efetuado pela Eurosondagem S.A. para o Expresso e SIC, de 5 a 12 de Setembro de 2018. Entrevistas telefónicas, realizadas por entrevistadores selecionados e supervisionados. O Universo é a população com 18 anos ou mais, residente em Portugal Continental e habitando em lares com telefone da rede fixa. A amostra foi estratificada por Região (Norte – 19,8%; A.M. do Porto – 14,2%; Centro – 29,2%; A.M. de Lisboa – 26,8%; Sul – 10,0%), num total de 1.008 entrevistas validadas. Foram efetuadas 1.170 tentativas de entrevistas e, destas, 162 (13,8%) não aceitaram colaborar Estudo de Opinião. A escolha do lar foi aleatória nas listas telefónicas e o entrevistado, em cada agregado familiar, o elemento que fez anos há menos tempo, e desta forma aleatória resultou, em termos de sexo, (Feminino – 51,6%;0 Masculino – 48,4%) e, no que concerne à faixa etária, (dos 18 aos 30 anos – 16,8%; dos 31 aos 59 – 51,6%; com 60 anos ou mais – 31,6%). O erro máximo da Amostra é de 3,09%, para um grau de probabilidade de 95,0%. Um exemplar deste Estudo de Opinião está depositado na Entidade Reguladora para a Comunicação Social.