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Maioria acha que o silêncio de Rui Rio em agosto foi “normal” ou uma “boa decisão”

CARLOS BARROSO/LUSA

Críticas dirigidas ao presidente do PSD por se ter mantido em silêncio durante agosto não são partilhadas pelos inquiridos no estudo de opinião realizado pela Eurosondagem para o Expresso e a SIC

Comentadores políticos e sociais democratas críticos do atual líder do PSD estranharam o silêncio de Rui Rio durante o mês de agosto. O facto de o líder do partido ter decidio manter-se afastado dos holofotes foi notado e serviu de motivo para apreciações menos abonatórias sobre a opção assumida pelo presidente do principal partido da oposição.

Mas os portugueses parecem não partilhar da opinião publicada ou das avaliações desfavoráveis sobre o comportamento discreto e ausente de Rio enquanto decorria aquele que é, tradicionalmente, o mês de férias de verão mais importante no país. Para uma percentagem significativa dos inquiridos no estudo de opinião da Eurosondagem para o Expresso e a SIC, a escolha do líder do PSD nada tem merecedor de avaliação negativa. Pelo contrário.

Perto de seis em cada dez pessoas consultadas pela Eurosondagem consideram que Rui Rio tomou "uma boa decisão" ou que a escolha foi "normal", tendo em conta que o dirigente do PSD se encontrava de férias. Os inquiridos que avaliaram a decisão de forma positiva representam 13,9% do universo consultado e aqueles que dizem tratar-se de algo "normal" asseguraram 45,5% das respostas, número superior aos 31,8% que partilham a opinião de que, com o seu silêncio, Rio prejudicou o partido.

Os resultados da sondagem parecem não dar razão às críticas que foram surgindo em agosto perante o "eclipse" do antigo presidente da Câmara do Porto. Citada pelo "Observador", uma fonte social democrata não identificada revelou o seu incómodo ao afirmar: "Ainda se tivesse dados duas ou três bicadas ao governo antes das férias ninguém ligava, mas assim é incomum".

Mais tarde, através de um artigo de opinião publicado no jornal "i", Carlos Carreiras, autarca de Cascais, perguntou: "Onde anda o PSD, o seu líder e os seus vice-presidentes?". E prosseguia com outra questão: "Emigraram, já deitaram definitivamente a toalha ao tapete e apenas criticam e fazem oposição aos anteriores dirigentes" do partido? O estudo de opinião da Eurosondagem sugere que não valia a pena tamanha ansiedade com o mutismo de Rio.

FICHA TÉCNICA

Estudo de Opinião efetuado pela Eurosondagem S.A. para o Expresso e SIC, de 5 a 12 de Setembro de 2018. Entrevistas telefónicas, realizadas por entrevistadores selecionados e supervisionados. O Universo é a população com 18 anos ou mais, residente em Portugal Continental e habitando em lares com telefone da rede fixa. A amostra foi estratificada por Região (Norte – 19,8%; A.M. do Porto – 14,2%; Centro – 29,2%; A.M. de Lisboa – 26,8%; Sul – 10,0%), num total de 1.008 entrevistas validadas. Foram efetuadas 1.170 tentativas de entrevistas e, destas, 162 (13,8%) não aceitaram colaborar Estudo de Opinião. A escolha do lar foi aleatória nas listas telefónicas e o entrevistado, em cada agregado familiar, o elemento que fez anos há menos tempo, e desta forma aleatória resultou, em termos de sexo, (Feminino – 51,6%;0 Masculino – 48,4%) e, no que concerne à faixa etária, (dos 18 aos 30 anos – 16,8%; dos 31 aos 59 – 51,6%; com 60 anos ou mais – 31,6%). O erro máximo da Amostra é de 3,09%, para um grau de probabilidade de 95,0%. Um exemplar deste Estudo de Opinião está depositado na Entidade Reguladora para a Comunicação Social.