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Costa não compra guerra com Marcelo por causa da PGR

José Caria

Pressão crescente à direita e à esquerda pela recondução de Marques Vidal complica substituição da PGR. Se a própria quisesse sair “ajudava”. Costa vai ouvir os partidos e quer evitar “finca-pé” com o PR

O Governo está empenhado em garantir “total consonância” com o Presidente da República sobre o que fazer relativamente ao fim do mandato da procuradora-geral da República (PGR). Fonte do Governo garantiu ao Expresso que, “por definição”, esse conflito não pode existir: “Só o primeiro-ministro pode propor e só o Presidente da República pode nomear”, pelo que, “sem a menor dúvida”, não haverá nem “guerra” nem “finca-pé” entre as duas cabeças de Estado relativamente ao assunto.

Marcelo Rebelo de Sousa quebrou esta sextaf-feira o blackout sobre o tema para retirar dramatismo à decisão da recondução ou não de Joana Marques Vidal. “Faz parte da vida democrática haver instituições e haver momentos em que há designação de titulares para essas instituições, sem dramas”, afirmou o chefe de Estado. Desdramatizar tornou-se, aliás, a palavra de ordem em Belém e em São Bento, à medida que a pressão de políticos e opinion makers pela recondução da atual procuradora sobe de tom, tentando retirar espaço à sua saída. “Governo e Presidente têm um interesse comum, o de esvaziar a matéria e não criar um caso”, confirmou ao Expresso fonte governamental.

Saiba mais na edição deste sábado do Expresso.