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Política

PGR. Secretário-geral do PSD defende continuidade de Joana Marques Vidal

Nuno Botelho

José Silvano considera que não há qualquer motivo para afastar Joana Marques Vidal e que o seu trabalho deve ser recompensado com a recondução no cargo de Procuradora-Geral da República

Mais uma manifestação de apoio à recondução da Procuradora-Geral da República. José Silvano, secretário-geral do PSD, acredita que Joana Marques Vidal tem todas as condições para se manter no cargo e que a sua recondução seria um passo natural.

“Não vejo nenhum motivo para que ela não seja reconduzida. Fez um trabalho meritório, um trabalho que é neste momento quase consensualizado por todos, e quem normalmente faz um bom trabalho e tem o apoio das pessoas, tem de ser reconduzido”, afirmou o dirigente social-democrata, à margem da Universidade de Verão do PSD, em Castelo de Vide.

Mesmo sublinhando repetidamente que se tratava apenas de uma posição “pessoal”, esta é a primeira declaração pública de um alto dirigente do PSD a favor da recondução de Joana Marques Vidal. E isto no mesmo dia em que Paulo Rangel se juntou ao coro dos que pressionam António Costa a manter a aposta na atual PGR.

Resta saber se Rio, que tem cumprido à risca o silêncio auto-imposto nesta matéria, concordará com o seu secretário-geral. Seja como for, o presidente do PSD está decidido a falar apenas no momento certo. “O líder tem dito, e bem, que não tem de se pronunciar antes da questão ser colocada. Institucionalmente, não tem nada a ver com isso”, repetiu Silvano, passando a bola para António Costa e Marcelo Rebelo de Sousa.

“Vamos ganhar as próximas eleições”

Confrontado com as mais recentes sondagens, que dão o PSD a cair aos trambolhões nas intenções de voto, José Silvano preferiu desvalorizar e apontar o caminho. “O PSD vai ganhar as próximas eleições. Independentemente das sondagens, acreditamos que vamos ganhar as eleições”, garantiu o dirigente social-democrata.

O secretário-geral do PSD assegurou, ainda, que Rui Rio não se vai desviar um milímetro da estratégia que gizou. “O PSD tem de conquistar o eleitorado no centro-esquerda, principalmente nos abstencionistas, que se forem votar, vão votar de certeza absoluta num político diferente, não num político profissional”, argumentou Silvano.

Cada vez mais gélidas parecem estar as relações com o CDS. Depois de José Ribeiro e Castro ter sugerido, igualmente em Castelo de Vide, que PSD e CDS só ganharão as próximas eleições se unirem esforços, o Silvano parece culpabilizar o vizinho de centro-direita. “O próprio CDS tem dito que se está a afastar do PSD e que tem alternativas próprias... Cada um terá a sua estratégia política e o PSD tem de se afirmar sozinho”, rematou o secretário-geral do PSD.