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Costa e Marcelo articulam visita a Monchique

Presidente da República e primeiro-ministro decidiram ir a Monchique, mas só depois do incêndio estar controlado

Luísa Meireles

Luísa Meireles

Redatora Principal

Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa vão ao teatro de operações dos incêndios de Monchique, mas só depois de este se encontrar sob controlo, apurou o Expresso.

As visitas, articuladas esta quinta-feira à tarde, vão ser efetuadas em três tempos, possivelmente no decurso de dois dias. Assim, numa primeira fase, o Governo far-se-á representar pelo ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, depois António Costa, acompanhado dos titulares das pastas mais em evidência e, finalmente, deslocar-se-á ao local o Presidente da República.

A deslocação de Eduardo Cabrita, de pendor mais operacional, será feita a todo o perímetro, estando previsto que se encontre os agentes da Proteção Civil e comandantes operacionais, a fim de perceber o impacto e os efeitos dos fogos.

Costa irá numa segunda fase, mais executiva, acompanhado dos titulares das pastas do Ambiente (ou Habitação), Solidariedade Social, Agricultura e Turismo, em princípio aquelas que mais lidarão com as consequências do incêndio.

O objetivo principal é operacionalizar a recuperação das casas e bens, bem como fazer um levantamento das perdas a diversos níveis. O PM encontrar-se-á também com os presidentes das câmaras mais afetadas - Silves, Monchique e Portimão -, bem como com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve e a Associação de Municípios do Algarve (AMAL).

Só depois será a vez de Marcelo Rebelo de Sousa visitar a zona afetada, no registo presidencial mais afetivo.

Tanto os membros do Governo como o Presidente da República se têm abstido até ao momento de visitar o teatro de operações, obedecendo assim às indicações da Comissão Técnica Independente, que considerou essas visitas perturbadoras do bom andamento dos trabalhos de combate aos fogos, tal como demonstraram os incêndios do ano passado, nomeadamente o de Pedrógão.

Até agora, apenas o secretário de Estado da Proteção Civil, José Artur Neves, se deslocou a Monchique, onde permaneceu dois dias a acompanhar os trabalhos de combate.