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Política

Catarina Martins admite que negócio da família Robles “não corresponde àquilo que defende o Bloco de Esquerda”

PAULO NOVAIS

A líder do Bloco de Esquerda disse que as intenções da família de Ricardo Robles em vender o prédio que adquiriu e renovou na zona de Alfama “não correspondem” ao que o partido tem vindo a defender na área da habitação

Catarina Martins, líder do Bloco de Esquerda, admitiu esta terça-feira que a decisão de Ricardo Robles e da sua família em avançarem com a compra, remodelação e intenção de venda de um imóvel em Alfama não corresponde “àquilo que defende o Bloco de Esquerda”. O agora ex-vereador da Câmara de Lisboa, substituído entretanto por Manuel Grilo, renovou um prédio numa das zonas mais turísticas de Lisboa, colocou-o à venda por 5,7 milhões de euros e, no anúncio entretanto retirado da internet, referia que o prédio está adaptado a alojamento local.

A coordenadora do Bloco, que prestou declarações sobre o caso depois do encontro com o Presidente da República, que recebeu esta terça-feira os representantes dos partidos, admitiu ainda que a direção do partido apoiava o ex-vereador e que este se comportou de forma exemplar. "Foi travada qualquer operação [de venda] antes de ser tomada, não existiu nenhuma ilegalidade, não existiu nenhum aproveitamento do quadro político e do seu cargo, tratou bem os inquilinos e de uma forma eticamente irrepreensível”, disse Catarina Martins que justificou desta forma que Robles tinha condições para continuar, “embora a decisão inicial da família não correspondesse aquilo que defende o Bloco de Esquerda”.

Para Catarina Martins, Robles "fez o que devia ter feito" ao pedir renuncia ao cargo que desempenhava na Câmara de Lisboa.