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Santana já falou com futuro partido liberal

Democracia 21 será um partido político no outono. A líder diz que “há base para um entendimento” com Santana

Filipe Santos Costa

Filipe Santos Costa

Jornalista da secção Política

O movimento cívico Democracia 21 (D21), constituído em janeiro, já tem cerca de cinco mil assinaturas para poder constituir-se como partido político. Sofia Afonso Ferreira, a fundadora e líder do movimento, espera ter as 7500 assinaturas necessárias em setembro e conta já no outono poder organizar o congresso fundador.

Não é impossível que, nessa altura, Pedro Santana Lopes lá esteja. O ainda militante do PSD (a desvinculação anunciada por Santana ainda não foi formalizada) já teve um encontro com a líder do D21 que, segundo a própria, “correu muito bem”. “Foi mais para Pedro Santana Lopes nos conhecer. Há uma base para um entendimento no futuro, mas ainda não houve nenhum acordo”, diz Sofia Afonso Ferreira ao Expresso.

Da parte de Santana Lopes, o Expresso sabe que esse primeiro encontro deixou-lhe boa impressão. Mas o ex-líder do PSD ainda não tomou uma decisão sobre o seu futuro partidário.

Sofia Afonso Ferreira chegou a militar no PSD, na fase final da liderança de Passos Coelho, mas com o abandono deste decidiu também deixar o partido. Esteve próxima da Iniciativa Liberal (IL), mas acabou por se afastar, ainda antes de este movimento ser formalizado como partido (em dezembro passado). Agora quer afirmar a D21 como um “partido liberal de direita”. “Há muitos anos que digo que faz falta um terceiro partido na direita, e agora que Rui Rio faz uma aproximação ao PS a direita fica ainda mais manca”, diz. E entende que Santana, com o seu percurso e ideias, “faz todo o sentido” no novo partido. Mesmo tendo em conta a agenda conservadora que Santana expôs na última entrevista ao Expresso.

Essa mesma agenda fez com que a IL se tenha demarcado dele, conforme o Expresso noticiou. Uma atitude que levou Ricardo Alves Gomes, amigo e colaborador de Santana, a esclarecer que foi a IL quem bateu à porta do ex-primeiro-ministro e não o contrário (pág. 34). Miguel Ferreira da Silva, líder da IL, responde que não se revê “nessa versão” dos factos e considera que Santana “mandou recadinhos pela imprensa”.