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Macron e Costa juntos para discutir o futuro da Europa

Governo promove “Encontros de Cidadãos” para tentar saber que Europa querem os cidadãos dos 27 Estados-membros no futuro imediato

Cristina Peres

Cristina Peres

Jornalista de Internacional

A ideia de fazer os encontros com os cidadãos vem de março de 2017, quando os líderes dos 27 se encontraram em Roma, para celebrar os 60 anos sobre a assinatura dos Tratados de Roma, que fundaram a (hoje chamada) União Europeia.

O debate alargado sobre o futuro da União proposto pelo Livro Branco “Reflexões e Cenários para a UE-27 em 2025” consubstanciou esta ideia lançada com o fim de envolver os Parlamentos nacionais e os cidadãos.

Na mesma linha, o Presidente francês, Emmanuel Macron, promoveu a ideia de “consultas cidadãs” (antigas “convenções democráticas”) para contribuir para uma efetiva aproximação entre os cidadãos e o projeto europeu ao longo de 2018, período que antecede as eleições para o Parlamento Europeu de 2019.

Gostaria de dar a sua opinião sobre o futuro da Europa? Terá agora oportunidade de fazê-lo nos “Encontros de Cidadãos”, uma iniciativa do Governo português no contexto das consultas cidadãs que a UE está a desenvolver nos 27 Estados-membros até dezembro próximo. No encontro de Lisboa (Fundação Calouste Gulbenkian) do próximo dia 27 vão participar o Presidente Emmanuel Macron e o primeiro-ministro de Portugal, António Costa.

“Espera-se que cerca de 1200 pessoas venham a fazer perguntas” diretamente no Grande Auditório ou em linha e em simultâneo com os outros Estados-membros, diz ao Expresso a secretária de Estado dos Assuntos Europeus, Ana Paula Zacarias.

O tema da sessão de Lisboa, que é a 25ª sessão das 28 programadas em todo o país até ao final do ano, tem por título “Os Desafios da Europa”. A sessão é, no entanto, aberta “a todo o tipo de dúvidas”, diz Ana Paula Zacarias, sublinhando que esta é uma ocasião “para ver participar as pessoas às quais é mais difícil chegar e não só aquelas que já são entusiasmadas pelo projeto europeu”.

Um processo em curso

“A UE é um processo e tem um funcionamento complexo que é difícil de explicar. É, por isso, fácil que seja presa do populismo. Há luzes vermelhas, o culminar do ‘Brexit’, é preciso saber porque é que os cidadãos querem sair do clube. Podemos reforçar a perceção de que as pessoas podem participar e que Bruxelas é feita dos nossos ministros e deputados”, conclui a secretária de Estado.