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Carmona Rodrigues diz não a Rio e sim a Cristas

Nuno Botelho

Rio ligou e convidou o ex-ministro para integrar o governo sombra do PSD. Mas Carmona valoriza a relação com o CDS

Continua a aumentar a lista de nomes que já estiveram ligados ao PSD e se juntam agora ao CDS. Depois de o ex-ministro (do Governo 'abortado' que saiu das legislativas de 2015) Rui Medeiros se ter juntado aos centristas para trabalhar as propostas para a Justiça, chega a vez de António Carmona Rodrigues, independente que foi ministro e presidente da Câmara de Lisboa pelo PSD, passar a coordenar uma das áreas prioritárias no gabinete de estudos do CDS.

A participação de Carmona Rodrigues, que vai coordenar os trabalhos na área do território - por onde passam temas decisivos para os centristas, da coesão territorial ao ambiente - chega pouco depois de ter dado uma ‘nega’ ao partido com que costumava colaborar de perto e que nas últimas autárquicas o desafiou a concorrer em Sintra. Ao Expresso, o antigo autarca admite que foi convidado por Rui Rio para integrar o Conselho Estratégico do partido - uma espécie de governo sombra do PSD - mas que declinou o convite, pouco antes de ser abordado por Assunção Cristas e aceitar.

“Rui Rio ligou-me para me convidar, e não é fácil declinar um convite de uma pessoa por quem temos estima”, admite Carmona ao Expresso. Mas a relação com Assunção Cristas é cada vez mais próxima. “Assumi com gosto colaborar na campanha autárquica de Cristas em Lisboa e participei no ciclo de conferências do CDS Ouvir Portugal. Tenho-me dado muito com ela como pessoa, como líder, e tenho estado a colaborar mais com o CDS”.

Na direção do CDS, a proximidade de figuras que costumavam estar associadas ao PSD é vista com bons olhos, um sinal “significativo” sobre a capacidade de o partido se constituir como uma alternativa à direita. Teria Carmona Rodrigues aceitado o convite de Rio se não houvesse uma ligação a Cristas? “Talvez, não sei… Nem equacionei”, garante.