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Rui Rio assume que o PSD tem ambição der ganhar todas as eleições

Horacio Villalobos - Corbis

Para ganhar as eleições só é preciso ter credibilidade, não é preciso ter mais nada, observou, acrescentando que a credibilidade é o somatório da seriedade, coragem e competência

O presidente do PSD, Rui Rio, considerou esta segunda-feira que o partido “tem condições” para ir para as eleições europeias, legislativas e autárquicas com a “ambição de ganhar”, tendo para isso de ter a “noção exata da gestão do tempo”.

“Acho que nos temos condições para irmos para as eleições europeias com a ambição de ganhar, para irmos para as eleições legislativas de 2019 com a ambição de ganhar e para irmos para as eleições autárquicas de 2021 com a ambição de ganhar em muitos concelhos que, entretanto, perdemos”, disse o líder social-democrata durante o discurso de tomada de posse dos órgãos distritais do PSD/Porto.

Mas, para isso acontecer, Rui Rio afirmou que o partido e os militantes têm de ter a “noção exata” daquilo que é a gestão do tempo porque “tudo tem um tempo certo”, não podendo o PSD exigir aos outros que entendam o que está a pensar quando ainda não é o momento.

“Aquilo que hoje a população portuguesa está capaz de entender é diferente daquilo que estava capaz de entender há um ano”, entendeu.

Para o presidente do partido, a gestão do tempo em política é “vital”, tendo de ter em cada momento consciência daquilo que é possível a população entender.

Para ganhar as eleições só é preciso ter credibilidade, não é preciso ter mais nada, observou, acrescentando que a credibilidade é o somatório da seriedade, coragem e competência.

É a credibilidade que vai permitir ao PSD aspirar a ganhar as eleições, salientou Rui Rio.

As eleições europeias, que acontecem em maio de 2019, são a primeira prova que o PSD vai ter, observou o social-democrata, convencido de que os portugueses vão chegar a essa altura com as ideias muito claras daquilo que o partido defende para a política europeia, mas também sobre aquilo que é a “fragilidade” da atual solução governativa que muitos já veem.

Frisando que, desde já, o PSD tem de se preocupar com as eleições europeias e legislativas, Rui Rio vincou que também tem de se preocupar com as autárquicas e começar a trabalhar já para elas, porque senão não vai ter hipótese de ter um “resultado condigno”.

A implementação autárquica nas câmaras e juntas de freguesias é “mais relevante” do que o número de deputados que o PSD possa vir a ter na Assembleia da República, atestou, recordando que a comissão política nacional criou uma equipa de trabalho para que, em articulação com as distritais, haja a monitorização de concelho a concelho ouvindo pessoas, visitando instituições e percebendo o que está mal.

“Se nós fizermos isso, chegamos em condições de ganhar as eleições concelho a concelho nas próximas autárquicas de 2021, mas se não fizermos só um milagre é que nos pode dar oportunidade de recuperar muitas das câmaras que, atualmente, estão ao nosso alcance”, afiançou.

A título de exemplo, Rui Rio afirmou que a Câmara Municipal do Porto, liderada pelo independente Rui Moreira, está ao alcance do PSD.

“Acreditem que ao fim de 12 anos de autarca tenho a noção exata das coisas, particularmente onde fui autarca. Há condições para ganhar aqui, mas é preciso trabalhar”, asseverou.

No final do seu discurso, que demorou cerca de 20 minutos, o presidente do PSD revelou que o grupo parlamentar faz o seu jantar de final da sessão legislativa na terça-feira, onde irá aproveitar para falar de saúde.

A área da saúde é a “maior fragilidade” do Governo de António Costa para “mal dos portugueses”, observou, adiantando que vai aproveitar o momento para falar do que é o pensamento do PSD para a saúde em Portugal.