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Marques Mendes: “O caso de Tancos é uma vergonha nacional”

“Se este fosse um país a sério, já havia chefes militares e um ministro demitido”, acrescentou Marques Mendes, em reação à notícia avançada pelo Expresso sobre o material militar roubado de Tancos que ainda está desaparecido

Luís Marques Mendes considera que o caso do roubo de material militar de Tancos, que afinal ainda não foi todo devolvido, "é uma vergonha nacional". No seu habitual comentário na SIC, Marques Mendes defendeu a criação de uma comissão de inquérito parlamentar na Assembleia da República para esclarecer o que aconteceu. "Se este fosse um país a sério, já havia chefes militares e um ministro demitido”, disse.

O comentador e antigo líder do PSD deixou críticas ao facto de "ninguém ter explicado o que falhou" e de não terem sido apanhados os assaltantes. "Agora a explicação dada é de que a culpa é das entidades policiais ou do Ministério Público." Em causa está a notícia avançada pelo Expresso na edição deste sábado sobre a existência de material militar roubado ainda desaparecido, designadamente explosivos e granadas, ao contrário do que tinha sido sido divulgado pelo Exército.

"Acho que a Assembleia da República teria uma ação patriótica e responsável se fizesse uma comissão de inquérito para esclarecer tudo isto e responsabilizar quem tem de responsabilizar", acrescentou. "Acho que o Parlamento já vai tarde, mas mais vale tarde do que nunca. É do maior interesse nacional acabar com esta vergonha."

Seis pontos positivos e cinco negativos no país

Outro dos temas que marcaram esta semana foi o debate do Estado da Nação, que decorreu na sexta-feira. Marques Mendes optou por listar seis pontos positivos e cinco negativos no estado atual do país. A boa imagem externa de Portugal, o crescimento económico acima de 2%, o baixo desemprego, o défice próximo de zero, o crescimento do turismo e das exportações, e a melhoria do estado da banca foram as cinco notas positivas destacadas pelo comentador.

Já a dívida pública "demasiado alta", o facto de 20 países europeus estarem a crescer mais do que Portugal, a carga fiscal "excessiva", o estado da Saúde e a ausência de reformas estruturais em áreas como a Saúde, a Segurança Social ou a demografia foram as cinco notas negativas.