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Federica Mogherini. Vitorino leva “competências cruciais” à OIM

Jack Taylor/Getty Images

Chefe da diplomacia europeia afirmou a eleição de Vitorino “traz competências cruciais no campo da migração devido aos postos que já ocupou, incluindo o de comissário europeu para os Assuntos Internos

A chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Federica Mogherini, considerou nesta sexta-feira que António Vitorino leva "competências cruciais" à Organização Internacional das Migrações (OIM) pela sua experiência como comissário europeu para os Assuntos Internos, numa nota enviada à Lusa.

"A União Europeia felicita António Vitorino pela sua eleição como novo diretor-geral da Organização Mundial para as Migrações (OIM),a agência das Nações Unidas para as migrações", disse Mogherini uma nota enviada à Lusa.

A eleição de Vitorino, salienta, "traz competências cruciais no campo da migração devido aos postos que já ocupou, incluindo o de comissário europeu para os Assuntos Internos".

A UE e os Estados-membros mantêm uma parceria estratégica há muito tempo com a OIM, adianta Mogherini, sublinhando o trabalho conjunto para "melhorar a gestão dos fluxos migratórios, mitigar crises humanitárias e garantir os direitos dos migrantes". A UE e os Estados-membros são o principal doador para a OIM, tendo financiado a organização com uma verba de 644 milhões de euros em 2017.

António Vitorino foi comissário europeu para a Justiça e Assuntos Internos entre 1999 e 2004, tendo a sua experiência europeia passado ainda pelo cumprimento de um mandato como deputado ao Parlamento Europeu (1994-1995),onde presidiu à Comissão das Liberdades Cívicas e dos Assuntos Internos.

Os 169 Estados-membros da OIM elegeram hoje, à quarta ronda de votações o novo diretor-geral do organismo que desde 2016 integra a estrutura multilateral da ONU. A candidatura de Vitorino à liderança desta organização fundada no início da década de 1950. foi formalizada pelo Governo português em dezembro do ano passado.

A OIM foi integrada na estrutura multilateral da ONU a 25 de julho de 2016. Antes, a organização tinha recebido, em 1992, o estatuto de observador permanente na Assembleia-Geral da ONU e firmado um acordo de cooperação (1996).