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Rio defende que é justo contar tempo de serviço dos professores mas sem por finanças em causa

Rui Rio não faria alterações significativas à lei laboral por considerar que não foi impedimento, até agora, para a contratação

MANUEL FERNANDO ARAÚJO/LUSA

O líder social-democrata considerou que “é justo contar o tempo todo, porque os salários dos professores não são elevadíssimos”, mas salvaguardando que “ninguém deve pôr em causa o equilíbrio das finanças públicas”

O presidente do PSD defendeu esta terça-feira que é justo contar o tempo todo de serviço dos professores, sem colocar em causa as contas públicas, salientando a diferença entre o custo da medida avançado pelos sindicatos e pelo Governo.

"Não tenho os dados para fazer essas contas, mas da forma como foi explicado, dá-me ideia que [os sindicatos] o fizeram com rigor. Há aqui uma margem muito grande, entre 600 e tal milhões e 200 e tal milhões", afirmou Rui Rio aos jornalistas.

Após receber uma delegação de sindicatos de professores na sede do partido, em Lisboa, o líder social-democrata considerou que "é justo contar o tempo todo, porque os salários dos professores não são elevadíssimos", mas salvaguardando que "ninguém deve pôr em causa o equilíbrio das finanças públicas".

"Obviamente que é muito diferente acomodar 650 milhões de euros ou acomodar 250 milhões, e é muito diferente acomodar num ano, em 2, 4, 5, 6 ou 7", declarou.

Rui Rio afirmou que só com as contas que o Governo não fez quando se comprometeu com a medida é que se pode saber "em que medida é possível cumprir aquilo que é justo, que é contar o tempo todo, os tais nove anos".

"O Governo quando se comprometeu, o PSD não se comprometeu, deveria saber exatamente quanto custava e que tempo precisava, que prazo precisava, para contar o tempo todo e pagar tudo aquilo que é justo que seja pago", insistiu.

O presidente do PSD esteve reunido durante mais de duas horas com organizações representativas dos professores.