Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

Ciudadanos e En Marche assinam acordo para irem juntos a eleições europeias

LUDOVIC MARIN/AFP/Getty Images

Os dois partidos, espanhol e francês, assinaram esta segunda-feira em Madrid um acordo para se apresentarem juntos nas eleições europeias de maio de 2019

Luísa Meireles

Luísa Meireles

Redatora Principal

Menos de 48h depois de Emmanuel Macron ter recebido em Paris o novo presidente do Governo espanhol, o socialista Pedro Sánchez, os líderes do espanhol Ciudadanos e o presidente do Republique En Marche francês assinaram em Madrid um acordo que permite a ambas as formações políticas apresentarem-se em conjunto às eleições europeias de maio de 2019.

O acordo, segundo o jornal "El Mundo", que demorou vários meses a ser negociado, poderá estender-se também ao Partido Democrático Italiano, do ex-chefe de Governo Matteo Renzi, com quem prosseguem conversações, nomeadamente com Sandro Gozi, o homem de confiança de Renzi e ex-secretário de Esatdo de Assuntos Europeus.

O anúncio do acordo foi feito em Madrid, para assinalar um agradecimento ao Ciudadanos, que foi "o primeiro movimento político na Europea a apoiar Macron". De um ponto de vista interno, o líder espanhol Alberto Rivera também consegue neutralizar a primeira viagem ao estrangeiro feita por Sánchez, que foi precisamente no sábado passado, a Paris.

De acordo com o dirigente do En Marche, Christophe Castaner, "há ambições europeias que queremos desenvolver juntos". O francês acrescentou que tem "carta branca" de Macron para "sair dos partidos tradicionais" e, em Espanha, o Ciudadanos "é o parceiro preferido" com quem o seu partido mantém uma relação "fluida e privilegiada".

Macron quer incentivar esta aliança porque "quer aglutinar os progressistas europeus, independentemente da sua origem política", e considera que as próximas eleições europeias vão ser uma "confrontação entre liberais progressistas e populistas", escreve o jornal.

A aliança deverá prejudicar sobretudo os populares e socialistas europeus, que poderão ver substancialmente reduzida a sua representação. Atualmente são, respetivamente, o primeiro e o segundo maior grupo no Parlamento Europeu.

Não se sabem ainda muitos pormenores mas, segundo o "El Mundo", a plataforma será pré-eleitoral e em cada país figurarão nos boletins de voto os nomes do partido em questão.