Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

PSD propõe criação de comissão para investigar adoções ligadas à IURD

Os sociais-democratas querem ouvir todos os responsáveis pelas alegadas irregularidades cometidas nas adoções ligadas à Igreja Universal do Reino de Deus

O grupo parlamentar do PSD vai propor a criação de uma eventual comissão para investigar as alegadas ilegalidades cometidas em vários processos de adoção de crianças institucionalizadas por parte de várias figuras ligadas à Igreja Universal do Reino de Deus.

Em declarações aos jornalistas, no Parlamento, a deputada social-democrata Teresa Morais defendeu esta iniciativa argumentando que a Assembleia da República não pode ficar “indiferente” às suspeitas que recaem sobre os serviços da Segurança Social e da Santa Casa de Misericórdia de Lisboa e deve apurar se estão ou não em causa “irregularidades administrativas” que atentaram contra os mais básicos “direitos, liberdades e garantias de crianças e progenitores”.

Na exposição de motivos que acompanha a proposta do PSD, os sociais-democratas argumentam que o Parlamento não pode ignorar as conclusões da petição “Não Adoto Este Silêncio” - que “descobriu graves situações de adoções ilegais forjadas na iniciativa da IURD” - e deve chamar a si a responsabilidade de apurar todos os factos e, se for caso disso, tomar medidas para impedir que situações destas se repitam no futuro.

Os sociais-democratas querem ouvir “entidades e personalidades envolvidas no caso da adoção de crianças que se encontravam acolhidas no lar da IURD, de entidades e personalidades ligadas aos processos de adoção e de promoção de crianças e jovens, bem como personalidades da sociedade civil, designadamente do meio académico, com reconhecida competência na análise desta matéria”.

Ainda assim, salvaguardou Teresa Morais, o objetivo desta comissão não é substituir-se ao “processo judicial em curso”. “Não cabe ao Parlamento agir como se de um tribunal se tratasse”, notou a deputada social-democrata.