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António Costa pede amplo acordo social para conciliação da vida profissional e familiar

António Costa defendeu que os países desenvolvidos em que se registou uma inversão do ciclo demográfico foram aqueles que souberam encontrar formas de conciliação entre a vida profissional e a familiar

O primeiro-ministro desafiou nesta segunda-feira os parceiros sociais a concretizarem um amplo acordo para a conciliação entre a vida profissional e familiar, considerando essencial que o Estado social ganhe sustentabilidade e Portugal inverta um ciclo negativo demográfico.

António Costa falava na sede do Conselho Económico e Social, em Lisboa, depois de a UGT e as confederações patronais terem assinado um acordo de concertação social para o "combate à precariedade" no trabalho e para o "reforço da negociação coletiva".

No seu discurso, o líder do executivo retomou um dos objetivos que assumiu após o encerramento do último congresso do PS, em 27 de maio passado, na Batalha, no distrito de Leiria. "Combater a tendência demográfica que temos registado é essencial para assegurar a sustentabilidade do nosso próprio país. Por isso, gostaria de me dirigir aos parceiros sociais fazendo um convite para que se concentrem na discussão e construção de um grande acordo de concertação social que facilite a conciliação entre a vida profissional e familiar", declarou.

Falando neste tema pela primeira vez enquanto primeiro-ministro, António Costa defendeu a tese de que os países desenvolvidos em que se registou uma inversão do ciclo demográfico foram precisamente aqueles que souberam encontrar melhores formas de conciliação entre a vida profissional e a familiar.

"É evidente que a estabilidade do posto de trabalho, que as progressões salariais e que um conjunto de políticas públicas, como o acesso à habitação acessível, ou a existência de uma rede de creches, são fatores essenciais. Mas, há algo que é absolutamente incontornável: a criação de melhores condições para pais e mães conciliarem vida profissional e familiar é fator chave", salientou António Costa.