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Política

Alberto Santos vai a votos à Distrital do PSD/Porto contra leilão de lugares

Ex-presidente da Câmara de Penafiel apresentou, esta sexta-feira, os primeiros nomes da sua lista à Comissão Política Distrital do PSD. Alberto Santos, um dos três candidatos às eleições de 30 de junho, escolheu para mandatário Arlindo Cunha e para vice Paulo Ramalho, ambos eleitos para o Conselho Nacional do PSD na era Rio

Isabel Paulo

Isabel Paulo

Jornalista

Alberto Santos afirmou, esta sexta-feira, que vai a votos à maior Distrital do país para “acabar com o crescente divórcio entre cidadãos e a vida política”. Na mais concorrida eleição à Distrital do PSD o ex-presidente da Câmara de Penafiel vai a votos com Alberto Santos, líder da Concelhia laranja portuense, e ainda Rui Nunes, professor catedrático da Faculdade de Medicina do Porto, após o deputado Miguel Santos ter desistido da corrida a quatro há uma semana.

Inconformado com a perda de influência do partido no distrito, Alberto Santos, advogado de profissão e escritor de romances históricos por vocação, adianta que não concorre “contra ninguém nesta eleição”, nem ter “agenda especial ou aspirações a deputado”, mas apenas a vontade de servir o PSD e os 18 concelhos que integram a Distrital, consoante as suas necessidades específicas. “A distrital não é uma confederação de concelhias”, sustenta, razão pela qual não querer “uma Comissão Política que seja organizada numa lógica de uma sobreposição de importância”.

Alberto Santos, presidente da Assembleia da Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa, intitula-se um político de proximidade, “alérgico ao regateio de lugares em troca de apoios”, assegurando que se tivesse caído nessa tentação “não teria surgido uma terceira candidatura”. Embora não cite nomes, a afirmação é uma indireta ao candidato Alberto Machado, que segundo fontes do PSD terá optado por ir a votos por não figurar como vice-presidente na lista do ex-autarca de Penafiel.

No dia em que apresentou o seu programa, Santos avançou como seu vice-presidente o militante da Maia Paulo Ramalho, membro do Conselho Nacional do PSD, tendo escolhido para a presidência da Comissão de Jurisdição o deputado Paulo Rios. Como mandatário de candidatura apresentou o ex-ministro Arlindo Cunha, seu antigo professor na Universidade Católica, e António Tavares, provedor da Santa Casa da Misericórdia do Porto, como membro da sua Comissão de Honra.

Para Alberto Santos, a missão da Comissão Política Distrital é coordenar, intervir, pensar e agir na estratégia de um distrito como um todo, além de ajudar o PSD a obter melhores resultados nas próximas eleições europeias e legislativas, embora avise que a sua lista não vai ser um clube de candidatos a deputados. “Serão escolhidos de acordo com o seu mérito e, sobretudo, com o reconhecimento e a importância que podem ter na capacidade intervenção e de representação da própria sociedade civil”.

Caso vença as eleições de 30 de junho, as autárquicas de 2021 devem começar a ser preparadas atempadamente, “única forma de o PSD recuperar municípios perdidos em outubro último, lembrando que o partido chegou a governar 11 das 18 câmaras do Distrito, agora reduzidas ao mínimo histórico de cinco.

Os deputados para a Assembleia da República “serão escolhidos no momento certo, de acordo com o seu mérito e, sobretudo, com o reconhecimento e a importância que podem ter na capacidade de representação da própria sociedade civil”. Para contribuir para uma melhor política de proximidade, propõe-se criar o provedor do militante e um “banco de ideias”, estrutura em que os militantes e simpatizantes do PSD podem enviar ideias e propostas.

Em nome da transparência, o também vice-presidente da Assembleia-Geral da Liga de Portuguesa de Futebol Profissional defende a realização de encontros periódicos com os deputados eleitos pelo Distrito. O candidato que corre sob o mote 'Porto de Partida: Uma voz, uma liderança”' é apologista de ações de formação e capacitação dos atores políticos do partido, uma forma de refrescar as bases e quadros do PSD, “cujo ADN sempre foi ser interclassista e intergeracional”.