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Professores. “Rio não tomaria compromisso sem certeza de cumprir”, diz Castro Almeida, vice do PSD

Manuel Castro Almeida, vice-presidente do PSD

Tiago Miranda

Castro Almeida, vice-presidente do PSD, defende que o Governo deve honrar a "palavra" que deu aos professores

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Castro Almeida, vice-presidente do PSD e um dos braços direitos de Rui Rio, diz que mais do que discutir se os professores devem ou não ter o serviço todo contado, o que está em cima da mesa é o facto do Governo cumprir uma promessa.

Numa entrevista ao "Diário de Notícias" e à TSF, publicada este domingo, Castro Almeida responsabiliza o PS: "O Governo semeou facilidades no passado e agora está a colher as dificuldades da vida concreta, das decisões concretas, da prova dos nove. O que eu tenho a dizer aqui é que eu prezo muito a palavra dos governantes. Os governantes têm de honrar a sua palavra, têm que honrar os seus compromissos. Se o Governo prometeu aos professores contar todo o tempo acho que não há décimas do PIB que valham mais do que a honra e a palavra de um Governo. Se o Governo prometeu deve cumprir."

O antigo presidente da câmara de São João da Madeira não tem dúvidas em afirmar que, com Rui Rio, não haveria um choque entre Governo e professores. "O PSD, com Rui Rio, não tenho dúvida que não tomaria nenhum compromisso que não tivesse a certeza de poder cumprir. Esse é que é o ponto. E é aqui que está a origem de todos os problemas."

Pressões na eutanásia

Castro Almeida rejeita que as palavras de Cavaco Silva, dias antes da votação sobre a despenalização da morte assistida, possam ser interpretadas como uma forma de pressão. E volta a elogiar a posição de Rio de ser a a favor e dar liberdade de voto aos deputados, recusando que tenha sido um teste à liderança. "Rui Rio mostrou ser um homem de convicções, um homem coerente. Há muito tempo que ele tomou posição e é conhecida a sua posição, a favor da eutanásia, e, portanto, ele não cedeu às conveniências e manteve a sua convicção. Confesso que não esperava outra coisa. Conhecendo a posição e personalidade dele era isto que ele ia fazer, evidentemente. Agora, também é verdade que ele voltou a estar bem quando teve a elevação de não impor a sua vontade ao seu partido. Ao partido do qual ele é presidente. Ele é presidente, mas não é dono do partido. E da mesma forma que ele está ancorado nas suas próprias convicções, ele respeita as convicções de todos e de cada um dos deputados da Assembleia da República."

Apesar de o PSD ainda não ter tomado uma decisão sobre um referendo à eutanásia, o ex-autarca mostrou-se a favor.

Tensão na geringonça

Castro Almeida sublinha também o clima de tensão que se sente na 'geringonça', contudo, continua convencido que vai chegar até ao fim. "Creio que há óbvias diferenças entre a solidez da geringonça no princípio deste mandato do Governo e atualmente. Há óbvias e manifestas diferenças. É visível que o Partido Comunista está manifestamente desconfortado com a situação atual."