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Rio afirma que crescimento se deve a situação internacional porque Governo não fez reformas

Rui Rio, presidente dos sociais democratas

FERNANDO VELUDO/LUSA

“No momento certo”, em que o país devia “ter feito as reformas e os ajustamentos necessários” não fez nada, denunciou o líder do PSD

O presidente do PSD disse nesta quinta-feira, em Santarém, que o crescimento económico registado no país decorre da situação internacional favorável, acusando o Governo de não ter feito as reformas e os ajustamentos necessários "no momento certo". Falando durante uma visita à Feira Nacional da Agricultura, que decorre até domingo em Santarém, Rui Rio afirmou que o crescimento económico do primeiro trimestre (2,1%) aconteceu "porque a situação internacional, quer global quer europeia, era favorável".

"O Governo não fez nenhuma reforma, não fez nada que justificasse esse crescimento económico, era por arrasto. No momento em que a economia internacional puxar menos pela economia portuguesa, automaticamente a nossa economia vai deixar de crescer e vai crescer menos que a média europeia, que é o que está a acontecer", declarou. Rui Rio afirmou não ter dúvidas de que "o que está agora a acontecer vai continuar", porque, "no momento certo", em que o país devia "ter feito as reformas e os ajustamentos necessários" não fez nada.

"Ao não fazer nada é evidente que vamos crescer menos que a União Europeia, e a União Europeia crescendo menos, Portugal ainda crescerá menos, mas isso temos avisado há muito tempo", disse.
Segundo dados divulgados hoje pelo Eurostat, em Portugal, entre janeiro e março, o PIB cresceu 2,1% em termos homólogos e 2,1% face ao trimestre anterior.

O líder social-democrata recusou comentar as negociações do Orçamento do Estado para 2019 entre o Governo e os partidos da esquerda que o suportam no parlamento, afirmando preferir esperar pela apresentação do documento na Assembleia da República. "A proposta do Orçamento entrará até dia 15 de outubro e aí vou-me referir à proposta de Orçamento. Antes disso são comentários e eu não sou comentador", disse, sublinhando que Portugal "tem excesso" de comentadores, que "até podia exportar".