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Sondagem: PS, PCP e BE descem, PSD e CDS sobem

PS tem vantagem de mais de onze pontos em relação ao PSD, mas desce em relação a outubro. O mesmo acontece com BE e CDU. Marcelo é o único político que soma pontos

Em plena negociação para o Orçamento do Estado, mas também numa altura em que a política portuguesa é agitada por vários casos – as greves na função pública ou as mortes por legionela são exemplos recentes –, a esquerda parece sair abalada. São as conclusões do barómetro de novembro da Eurosondagem para o Expresso e a SIC, que revelam que, nas intenções de voto dos portugueses, toda a esquerda desce e toda a direita sobe, acompanhada pelo PAN.

Num estudo de opinião que foi conduzido entre 8 e 15 de novembro, altura em que se sucedem os debates de especialidade para preparar o Orçamento e já com a greve dos professores no horizonte, os resultados mostram uma variação negativa na esquerda: se as eleições fossem hoje, o PS continuaria a ser o partido mais votado, com 40% dos votos mas menos um ponto percentual do que em outubro. No caso do Bloco, 8,7% dos votantes escolheriam o partido – menos três décimas do que no mês anterior – e na CDU, registar-se-iam 6,9% dos votos e menos seis décimas do que em outubro.

Para a direita, a variação é positiva, apesar de continuar bem atrás dos partidos de esquerda, que juntos somariam hoje 55,6% dos votos. PSD sobe e reúne a preferência de 28,4% dos votantes, com mais 0,4 pontos percentuais do que no mês anterior, e CDS conta com 6,6% e uma subida de 0,6 pontos.

Para além da direita, só o PAN consegue subir, com um total de 1,7% das intenções de voto (uma subida de três décimas). Os números das intenções de voto têm em conta as projeções, isto é, assume que os inquiridos que escolheram a opção "não sabe/ não responde" se abstiveram.

Só Marcelo sobe

Em termos de popularidade dos líderes políticos portugueses, há uma tendência que parece inalterável: Marcelo Rebelo de Sousa continua a subir – neste caso, é o único – e consegue agora um saldo positivo de 62,5%, depois de se terem registado os primeiros choques com o Governo e de ter feito o seu discurso mais duro até agora, ao qual se seguiu demissão da ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa.

No que toca a notas positivas e negativas, só o Presidente merece um saldo com trajetória positiva: Jerónimo de Sousa tem a maior queda, com menos 2,5 pontos percentuais, e a menos popular é, no total, Catarina Martins. Assunção Cristas consegue, neste parâmetro, o melhor saldo, com 6,7%, já depois da moção de censura que foi iniciativa do seu partido.

No que toca à opinião dos inquiridos sobre as instituições, o Executivo sofre uma queda: o Governo regista a maior descida (2,2 pontos), seguido pelo primeiro-ministro (2,1).

FICHA TÉCNICA

Estudo de opinião efetuado pela Eurosondagem S.A. para o Expresso e SIC, nos dias 8 A 15 de NOVEMBRO de 2017. Entrevistas telefónicas, realizadas por entrevistadores selecionados e supervisionados. O universo é a população com 18 anos ou mais, residente em Portugal Continental e habitando lares com telefone da rede fixa. A amostra foi estratificada por região: Norte (20,3%) — A.M. do Porto (13,7%); Centro (28,7% — A.M. de Lisboa (27,4%) e Sul (9,9%), num total de 1010 entrevistas validadas. Foram efetuadas 1169 tentativas de entrevistas e 159 (13,6%) não aceitaram colaborar neste estudo. A escolha do lar foi aleatória nas listas telefónicas e o entrevistado, em cada agregado familiar, o elemento que fez anos há menos tempo, e desta forma resultou, em termos de sexo: feminino — 52%; masculino — 48% e, no que concerne à faixa etária, dos 18 aos 30 anos — 18,2%; dos 31 aos 59 — 49,6%; com 60 anos ou mais — 32,2%. O erro máximo da amostra é de 3,08%, para um grau de probabilidade de 95%. Um exemplar deste estudo de opinião está depositado na Entidade Reguladora para a Comunicação Social.