Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

Miguel Albuquerque muda governo da Madeira e afasta três secretários regionais

HOMEM DE GOUVEIA/LUSA

O executivo madeirense passa a ter um vice-presidente e há mudanças nas Obras Públicas, nas Finanças e no Turismo

Marta Caires

Jornalista

Uma semana depois das eleições autárquicas com o pior resultado para o PSD-Madeira, Miguel Albuquerque muda o governo e afasta três secretários regionais, entre os quais o número dois do executivo madeirense. A grande novidade da remodelação é que governo regional passa a ter um vice-presidente que terá em mãos a coordenação política, as Finanças e a Economia. Pedro Calado, que foi número dois de Albuquerque na câmara do Funchal, é o escolhido numa altura em que o PSD se prepara para defender a maioria no parlamento regional nas eleições de 2019.

O líder madeirense afastou o secretário das Finanças, o titular do Turismo e o secretário regional das Obras Públicas. Rui Gonçalves, o secretário das Finanças que se demitiu logo após as eleições de 1 de Outubro, era tido como o homem dos tempos do resgate e que teria sido imposto à Madeira a partir de Lisboa, quando Passos Coelho era primeiro-ministro. Saiu assim que se soube que Passos não era candidato à liderança do PSD.

A pasta do Turismo e da Economia também foi muito contestada. Eduardo Jesus, o secretário, teve a missão de negociar o subsídio de mobilidade nas passagens aéreas entre a Madeira e o continente. Apesar do subsídio garantir reembolsos, os preços dos bilhetes a rondar os 500 euros nas épocas altas – verão e Natal – geraram muita insatisfação. A pasta é dividida agora entre o novo vice-presidente, que fica com a Economia. O Turismo vai para a nova secretária de Turismo e Cultura, Paula Cabaço, durante anos à frente do Instituto do Vinho.

Quem também sai é Sérgio Marques, até agora o número dois de Miguel Albuquerque. Tinha a pasta das Obras Públicas, os Assuntos Europeus e Assuntos Parlamentares. Marques foi adversário de Miguel Albuquerque nas eleições internas do PSD e a sua entrada no governo foi vista como uma tentativa de unir o partido. Dois anos depois, o número dois do governo sai de cena e colado à derrota pesada nas autárquicas. Para as obras públicas entra Amílcar Gonçalves, que é do círculo próximo de Miguel Albuquerque e foi vereador na câmara do Funchal.

O número dois do governo da Madeira passa então a ser Pedro Calado, vereador na câmara do Funchal nos anos de Albuquerque e que chegou a ser dado no governo logo em 2015. No entanto, divergências terão levado o agora vice-presidente a não aceitar integrar o executivo. Nos últimos dois anos, Pedro Calado trabalhou para o grupo AFA, o maior empreiteiro da Madeira.