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Palavra de Autor #7 Valério Romão: “Se um escritor se apaixonar por ti não vais morrer”

Os seus livros costumam precisar de avisos, ora porque não podem ser lidos por pais com filhos em gestação, ora porque nos confrontam com a morte, com a perda de memória, com o fim de um ideal. Valério Romão não vê a literatura como um lugar asséptico. Nem a vida como um percurso alheio a sobressaltos: “À luz da infância, a idade adulta parece ser sempre melhor do que aquilo que virá a ser”. Pensa na escrita como uma partitura musical, e acredita que ser amigo de um escritor é um perigo. No sétimo episódio de “Palavra de Autor”, lê e conversa com Cristina Margato sobre o seu último livro: “Cair para Dentro”. O fim de uma trilogia dedicada à família. Ou a algumas das suas infelicidades

“Cair para Dentro”, de Valério Romão, encerra uma trilogia a que o escritor chamou “Paternidades Falhadas”.

Depois de “Autismo”, lançado em 2012, romance sobre um filho que não se revela a criança ideal, e de “O da Joana”, história de uma mãe que perde um filho que ainda não nasceu, Valério Romão entra naquilo a que ele chama “a morte em vida”, ou seja, a perda da memória. Mas “Cair para Dentro” também é a história de uma relação fusional, entre uma filha cuidadora, sem vida própria, Eugénia, e uma mãe manipuladora, omnipresente e demente, Virgínia.

O escritor nasceu em 1974, e estudou Filosofia. À margem desta trilogia publicou três livros de contos: “Facas”, “Da Família”, e “Dez razões para Aspirar a Ser Gato”.

Em “Palavra de Autor”, Valério Romão lê e conversa sobre “Cair para Dentro” (Abysmo, 2018).

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