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Expresso

  • A beleza das pequenas coisas

    Conversas pelo país conduzidas por Bernardo Mendonça com as mais variadas personagens que contam histórias maiores do que a vida. Ou tão simples como ela pode ser

  • Música, sensibilidade e poesia: a extraordinária vida de Phil Mendrix (1947-2018)

    A Beleza das Pequenas Coisas

    Filipe Mendes, mais conhecido por Phil Mendrix - “o nosso Jimi Hendrix” -, deu há três anos ao Expresso a sua última grande entrevista. Disponibilizada no podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”, a conversa errante com este guitarrista histórico do rock português (passou pelos Chinchilas, Roxigénio, Quarteto 1111 e Ena Pá 2000) arrancou ao ritmo dos seus acordes distorcidos e surpreendeu a cada minuto com a sensibilidade, humor, poesia e o sem fim de histórias e aventuras na estrada deste sonhador do rock que desejava um dia inaugurar um museu com o seu nome e as suas guitarras. Morreu esta segunda-feira. Tinha 70 anos

  • Benjamim faz a música, Rita Blanco está farta de ser atriz e Sobrinho Simões quer entreter a morte: edição 100 da Beleza das Pequenas Coisas

    A Beleza das Pequenas Coisas

    Este é um episódio de celebração que comemora 100 conversas em podcast. E que contou com uma locução de Augusto Seabra, a voz do Expresso e da SIC, uma música original de Benjamim, tão simples quanto bela, ilustrações de Ana Gil e até um enorme bolo para soprarmos as 100 velas. E como é um episódio especial contou com uma dupla também especial: a atriz Rita Blanco e o professor e investigador Manuel Sobrinho Simões. “Sempre lhe achei graça. Ela tem muita curiosidade, que é uma coisa que nos liga muito. E tem lata em perguntar, e eu também tenho”, diz Sobrinho Simões. “Acho que é mais do que lata, temos gosto em comunicar com os outros. Conheci-o num casamento e fiquei encantada. Tenho uma enorme admiração por si e, ainda por cima, é giro”, conta a atriz. “A Beleza das Pequenas Coisas” é centenária

  • D. Duarte Pio: “Desde 1910 que a moral republicana só funciona em ditadura”

    A Beleza das Pequenas Coisas

    Apesar de ser um adepto da democracia e da liberdade, D. Duarte Pio, duque de Bragança e chefe da Casa Real Portuguesa, defende que o país seria mais livre e menos corrupto se voltasse a ser governado por um regime monárquico. Ou seja, por ele, dado que é o herdeiro do trono português. “Há uma tolerância geral no país para a pequena corrupção. E isto tem que ver com a falta de motivações morais e espirituais.” Sobre o atual chefe de Estado português chega a dizer: “O Presidente Marcelo atua como um rei, pela sua inteligência política”. E revela que um Presidente dos Estados Unidos chegou um dia a incentivá-lo a candidatar-se à Presidência da República. Uma conversa onde fala ainda do seu amor, Isabel de Herédia, das razões para uma paternidade tardia, e em que ficamos a saber que até se ri das caricaturas que fazem dele. “Desde que não me ponham gago. Que é uma coisa que eu não sou.” Para ouvirem neste episódio do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”

  • Miguel Guilherme: “Sem cultura, nós transformamo-nos nuns animais. E nós, portugueses, estamos meio cá meio lá”

    A Beleza das Pequenas Coisas

    Na verdade, animais já somos. Embora racionais, podemos sempre ficar mais primitivos e animalescos se não nos educarmos com conhecimento e cultura. É esta a ideia e o alerta do ator Miguel Guilherme: “Nós não temos uma tradição cultural. Somos muito atrasados. Sempre fomos. No 25 de Abril falhámos no ensino e na cultura. Mas é reversível. Tenho esperança. Saímos de um Governo que apertou o cinto e as pessoas estavam agora à espera de algo diferente. O António Costa é um ótimo político, mas às vezes é distraído…” Isto e muito mais para ouvir neste episódio do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”

  • Clara Ferreira Alves: “Toda a gente acha Portugal uma choldra ignóbil. Mas é uma boa choldra onde toda a gente quer viver”

    A Beleza das Pequenas Coisas

    “Choldra ignóbil” saiu da pluma de Eça de Queirós mas é usada por Clara Ferreira Alves para falar do país que não considera tão manso como o pintam. “O português não é suave, faz-se suave quando lhe convém.” A colunista do Expresso e escritora fala sobre Portugal e o mundo, a ligação ao Médio Oriente - que a levou a escrever o primeiro livro, “Pai Nosso” - e o que a inspira a escrever o próximo romance: “Na escrita não me interessa a felicidade, interessa-me o horror.” Para ouvir neste episódio do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”

  • Nuno Artur Silva: “O humorista não derruba a Gioconda, o humorista coloca um bigode na Gioconda”

    A Beleza das Pequenas Coisas

    “Não havia necessidade.” A frase é da mãe de Herman José tomada de empréstimo por Nuno Artur Silva para a personagem “Diácono Remédios”, popularizada por Herman. Uma expressão que calha bem neste processo de afastamento de Nuno Artur Silva da administração da RTP, pela alegada incompatibilidade e conflito de interesses por ter mantido durante estes últimos três anos um vínculo com as Produções Fictícias e com o Canal Q. Uma coisa é certa: o canal público está com mais séries nacionais, mais documentários e ‘milagrosamente’ reinventou o Festival da Canção levando-nos à vitória com Salvador Sobral. Sobre a sua imprevista saída da estação pública, Nuno deixa claro: “Poderei ter cometido algumas ingenuidades. Mas a mulher de César não tem de parecer séria. A mulher de César tem de ser séria. E eu fui sério e transparente do princípio ao fim na RTP.” Sobre o que chama campanha difamatória acrescenta: “Orgulho-me bastante dos inimigos que fiz nestes últimos tempos. Faz-me sentir que estou do lado certo.” Nesta conversa o argumentista, escritor e apresentador, recorda os anos 80 em que foi um jovem anarquista, os anos 90 em que fundou as Produções Fictícias e lançou alguns dos maiores do humor e fala do futuro. “Irei fazer todas as coisas que ainda não fiz”. Para ouvir neste episódio do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”

  • Benjamim: “Não procuro a fama, o sucesso. Não ando a correr atrás de visualizações, nem de ser a grande cena para a seguir desaparecer....”

    A Beleza das Pequenas Coisas

    Ele é um dos mais interessantes e promissores músicos da nova geração. É conhecido por Benjamim, já foi Walter Benjamin e, na verdade, chama-se Luís Nunes. Em pequeno estudou música clássica, viveu 4 anos em Londres, onde se formou engenheiro de som, mas decidiu regressar em tempos de crise porque tinha muito para cantar na sua língua. Foi no Alvito, Alentejo, onde criou o primeiro disco de canções pop em português, “Auto-Rádio”, depois andou em digressão durante 33 dias seguidos pelo país a bordo do seu velho Volkswagen. No ano passado lançou novo disco, “1986”, desta vez bilingue, com o inglês Barnaby Keen e adianta que o próximo álbum será mais eletrónico. Além disso, tem produzido discos de outros artistas como Márcia, Noiserv, B Fachada ou, mais recentemente, Joana Espadinha - que concorreu este ano ao Festival RTP da Canção com um tema seu, 'Zero a Zero'. Se nunca escutou Benjamim descubra aqui a sua história e a sua música que é “anarquia", "verdade", "liberdade”. Para ouvir neste episódio do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”

  • Soraia Chaves: “Uma mulher que fale abertamente sobre a sua sexualidade ainda é vista como a Eva, a pecadora, a origem do mal…”

    A Beleza das Pequenas Coisas

    Ela é a mulher-desejo do cinema português. Foi a tentadora Amélia no filme “O Crime do Padre Amaro”, a manipuladora Maria, em “Call Girl”, ou a extravagante e erótica Maria Emília, em “A Vida Privada de Salazar”. Nesta conversa a atriz assume ter sido confundida com a personagem Maria, uma prostituta de luxo, quando tentou a sua sorte junto de agentes, produtores e realizadores, em Los Angeles, nos EUA. “Disseram-me que o ideal era beber um copo, jantar e seduzir os realizadores. Fiquei tão chocada com aquilo que me vim embora. E não me deixou vontade de lá voltar”, confessa pela primeira vez em público. Vencedora de um Globo de Ouro, Soraia Chaves acaba de dar corpo à desassombrada poetisa Natália Correia na série “Três Mulheres”, da RTP1, e está prestes a protagonizar a nova telenovela da SIC. Ainda se surpreende como as pessoas criam tanta discussão e assunto acerca das cenas de nudez. “A exposição da alma é bem mais generosa e difícil do que a exposição de um corpo.” Para ouvir neste episódio do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”

  • Luís Franco-Bastos: “Um amigo que se ofenda com uma piada não é um amigo assim tão bom. O único mau humor é o que não tem graça”

    A Beleza das Pequenas Coisas

    Ele é a voz de Portugal. Ou melhor, é a voz de muitos dos nossos cromos. Da política ao futebol e, até mesmo ao humor, Luís Franco-Bastos consegue a proeza de imitar tal e qual o registo e os trejeitos vocais de Cristiano Ronaldo, Alberto João Jardim, Bruno de Carvalho, Marcelo Rebelo de Sousa e muitos, muitos mais. Este humorista, especializado em ‘stand up’, cumpre agora dez anos de carreira e já tem um talk show num canal do Youtube, o “Erro Crasso” - que apresenta com o jovem humorista Pedro Teixeira da Mota - onde está a fazer televisão fora da televisão. “O Youtube e a internet são um poder que trouxe uma democratização da cultura e da arte. As pessoas veem o que querem e quando querem. Um artista já não tem de passar pelos postos de decisão de um diretor de programas acabrunhado e quadradão.” Nesta conversa, o humorista recorda o dia da morte da mãe em que estreou um espetáculo a solo: “O humor salvou-me nesse dia. Subi ao palco, pus a ferida no congelador, e evitei outra tragédia: cancelar o meu espetáculo”. Para ouvir neste episódio do podcast A Beleza das Pequenas Coisas. Que conta, claro, com algumas ‘participações especiais

  • Manuela Azevedo: “Aprendi a dançar e a cantar com um irmão enquanto tinha as ovelhas a pastar. Começou aí o prazer pela música...”

    A Beleza das Pequenas Coisas

    Parece um título de um poema bucólico. Mas não é. Os primeiros anos de vida de Manuela Azevedo, a voz dos Clã, também se escrevem com poesia, dança e muita música pop e clássica. Manuela nasceu numa pequena localidade, em São Simão da Junqueira, Vila do Conde, e esteve para ser advogada, "como Perry Mason". Mas um convite do músico Hélder Gonçalves ditou-lhe o destino. “Arriscar é importante para descobrirmos coisas novas sobre nós próprios e sobre a vida. É escolher o lado errado, o coração, o mais imprevisível.” Há 26 anos que ela e a sua banda nos dão asas nos pés e nos ajudam a dançar nesta corda bamba do quotidiano. Depois de oito álbuns editados, e um próximo a caminho, Manuela volta a esticar a corda e estreia-se agora na peça musical “Montanha-Russa”, em cena de 9 a 27 de março, no Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa. “É perigoso uma pessoa levar-se demasiado a sério.” Uma conversa reveladora para ouvirem neste episódio do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”