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Expresso

  • Morreu José Augusto Rocha, um dos advogados que defenderam presos políticos

    Sociedade

    Manuela Goucha Soares

    Defendeu presos políticos no tempo em que ir a Tribunal Plenário era um risco que exigia coragem e vontade de ser solidário. Licenciou-se na Faculdade de Direito de Coimbra onde viveu a Crise Académica de 1962. O Senado da Universidade expulsou-o por ter organizado um encontro de estudantes contra as ordens do ministro da Educação. Partiu esta madrugada, aos 79 anos

  • As visões que o Estado Novo silenciou

    Sociedade

    Carlos Alberto diz que viu Nossa Senhora nove vezes. O caso encheu as primeiras páginas de muitos jornais nacionais. O vidente tinha 11 anos, foi observado por psiquiatras, esteve na casa do diretor da cadeia de Alcoentre e foi inquirido por autoridades civis e religiosas. A censura proibiu a circulação de um livro que relata o sucedido e a PIDE abriu um processo, pouco depois de Portugal ter perdido um enclave do império colonial na então Índia portuguesa. A primeira visão foi a 16 de maio de 1954. Para assinalar os 64 anos desta visão, o Expresso republica esta reportagem multimédia sobre um culto que está vivo e todos os meses leva uma romaria de crentes à Asseiceira

  • Salazar controlou tudo. Até os ousados fatos de banho das refugiadas

    Sociedade

    Manuela Goucha Soares

    Em 1940, Portugal recebeu milhares de refugiados em fuga de uma Europa que era mais tolerante nos costumes, mas estava em guerra. As mulheres estrangeiras fumavam, usavam saias curtas e iam sozinhas paras os cafés, deixando muitos homens portugueses embasbacados com tanta modernidade. No ano seguinte, para prevenir alegados atentados ao pudor nas praias, Salazar legislou sobre o que os fatos de banho devem esconder. E porque estamos em plena época balnear, o Expresso republica este texto sobre o tamanho dos maillots noutro tempo...

  • Evocação de Leitão de Barros nos 50 anos da morte de um dos mais talentosos do século XX português

    Cultura

    António Valdemar *

    Leitão de Barros teve enorme popularidade através 
do cinema, do teatro, do jornalismo, da organização 
de espetáculos, das festas da cidade que enchiam as ruas de Lisboa... Cinquenta anos depois da sua morte, muito poucos são os que o conheceram no convívio pessoal 
e menos ainda os que se recordam da atividade 
que exerceu e do impacto que provocou

  • Cultura

    André Manuel Correia

    O emblemático espaço portuense, fechado há 17 anos, terá uma sala secundária para 150 pessoas, um elevador a facilitar a acessibilidade e será recuperado um dos frescos de Júlio Pomar que a censura salazarista mandou tapar. As tardes de cinema devem regressar em 2019

  • Cobaias de Salazar

    Sociedade

    Valdemar Cruz

    Manter no mar a frota do bacalhau durante a II Guerra Mundial foi uma das mais temerárias decisões de Salazar. As consequências foram dramáticas, com a morte de dezenas de pescadores bombardeados por submarinos nazis

  • O 10 de Junho é ‘filho’ da República

    Sociedade

    Manuela Goucha Soares

    As celebrações do 10 de Junho sobreviveram a três regimes políticos. Quase que poderemos dizer quatro, já que esta data — muito acarinhada pelos republicanos — foi evocada pela primeira vez em 1880, no reinado de D. Luís. Se quiser saber a história até aos nossos dias leia a entrevista com a investigadora Maria Isabel João