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Expresso

  • Ninguém veio para nos salvar [documentário]

    Multimédia Expresso

    João Santos Duarte

    Nos escombros de Mati, na Grécia, os sobreviventes procuram respostas para a tragédia que dizimou uma cidade. Uma semana depois, sentem que foram abandonados à sua própria sorte para morrer. “Um sítio cheio de famílias, de avós e netos: como foi possível largarem-nos assim sem uma forma de nos salvarmos a nós próprios?”

  • Não se pode esquecer. Não se pode esquecer. Não se pode esquecer

    Multimédia Expresso

    Há tempo para calar e tempo para falar. Seis meses depois de o fogo ter matado em Pedrógão, os sobreviventes estão enredados pela pressão da reconstrução, pelos requerimentos das indemnizações, pelos relatórios das autópsias e pelas investigações de especialistas. A culpa foi do raio, a culpa foi do fio, a culpa não foi da empresa elétrica nem da concessionária das estradas, o socorro não foi eficaz mas não podia ter sido melhor. A culpa não é de ninguém mas a dor é de alguém: ainda há gente sem trabalho, outros tiveram de pedir baixa, uns choram em público, outros não saem de casa. O Natal é um susto que se aproxima. E quem esteve em silêncio até agora decide falar pela primeira vez. É avassalador e não pode ser esquecido

  • Desesperados. Mortos. Esquecidos

    Dossiês

    Naquela noite a chuva trouxe desespero. E desesperou. Naquela noite a chuva veio para matar. E matou. Muito. Depois daquela noite a ditadura quis silenciar. E silenciou. Foi a maior catástrofe natural da História do país desde o terramoto de 1755, mas é uma tragédia praticamente apagada da memória coletiva. E há até quem não faça ideia do que aconteceu. Novembro de 1967, novembro de 2017: continuamos sem saber ao certo quantos morreram. Foram centenas, quase todos muito pobres. Só os que lá estiveram sabem como se viveu naquelas horas. E dão a cara. Ainda em lágrimas. Estivemos 50 anos sem saber deles. Este é um documento em nome dos esquecidos

  • “Estamos aqui para formar animais de combate”: oito meses dentro dos Comandos

    Multimédia Expresso

    Aprendem a sobreviver e a matar silenciosamente, a superar os limites da força humana e da dor, mas também a lidar com as situações mais violentas e incontroláveis. No mês em que se assinala um ano da morte de Hugo Abreu e Dylan da Silva na “prova zero” dos Comandos, o Expresso mostra-lhe um olhar inédito e exclusivo do curso 127. São oito meses de reportagem, desde o primeiro dia de recruta até à boina vermelha. Esta é a história impressionante e nunca contada sobre o curso dos Comandos

  • Agora é o tempo da tristeza

    Multimédia Expresso

    Joana Beleza

    Primeiro foi o pânico, depois veio a revolta e agora é o tempo da tristeza. Pedrógão Grande ardeu e viu morrer há precisamente um mês. E um mês é tempo nenhum. Documentário de uma ferida aberta. Porque as chamas não saem

  • As visões que o Estado Novo silenciou

    Multimédia

    Carlos Alberto diz que viu Nossa Senhora nove vezes. O caso encheu as primeiras páginas de muitos jornais nacionais em 1954. O vidente tinha 11 anos, foi observado por psiquiatras, esteve na casa do diretor da cadeia de Alcoentre e foi inquirido por autoridades civis e religiosas. A censura proibiu a circulação de um livro que relata o sucedido e a PIDE abriu um processo, pouco depois de Portugal ter perdido um enclave do império colonial na então Índia portuguesa. O culto continua, 63 anos depois

  • Lápis Azul: o documentário

    Sociedade

    Realizado por Rafael Antunes

    A censura durou em Portugal 48 anos: através de uma ação seletiva, “criou uma mentalidade de respeito e consenso pelas autoridade que ainda se repercute na nossa sociedade”. Quem eram os homens que mantinham a censura? Quem eram os homens e mulheres que lutaram contra ela? Qual é a importância da liberdade de expressão nos dias de hoje? O documentário “Lápis Azul” lida com os factos reais sobre a censura, contados na primeira pessoa pelos jornalistas, escritores e colaboradores dos jornais e rádios que os viveram

  • A Grande Generosidade

    Multimédia

    Não queremos ser pretensiosos, mas este é um documento sobre a vida. E é atrevido: está preenchido de gente, mas não haveremos de identificar ninguém pelo nome. Porque há acontecimentos maiores que os nomes e as pessoas e entenderá porquê no desfecho. E talvez se emocione, certamente que sim – e questione-se então se o que deixamos quando morremos é mais relevante que o que vivemos. Observámos e documentámos seis meses dos dias desacelerados, subtis e misteriosos do mais importante museu português – o de Arte Antiga, em Lisboa, que abre esta quinta-feira um piso novo e que tem 50 mil peças no acervo mas somente 8% expostas ao público. É lá que está guardada a memória de Portugal, é lá que descobrimos e aqui partilhamos um relato comovente que só há de ver no fim da história. “Não temos que nos perturbar”, ouvirá. E notará gente a dançar no museu, porque os grandes acontecimentos têm de ser festejados. Não queremos ser pretensiosos, mas este é um documento que celebra a vida – e o grande legado dela, a arte, uma das marcas mais generosas da passagem do Homem pela Terra