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Cartas dos leitores

Saúde para além das Urgências

A lamúria da pequena percentagem de Cidadãos deste "pobre País" que deixou de ter as Urgências à porta de casa desvirtua a análise concreta do estado do Serviço Nacional de Saúde. Há milhões de portugueses que terão de fazer dezenas de kilómetros se necessitarem de ser atendidos por um serviço de Urgência. É impossível colocar um à nossa pequena porta individual. Nisso estou com o Ministro. (Mas criar a tal rede de transportes altamente especializados que nos deixe dormir descansados não me parece que seja assim tão difícil. E, no entanto, isso ainda não existe. Ai de quem se lembrar de ter um enfarte quando a ambulância da sua zona estiver a fazer outro serviço!

Porque terão os incêndios direito a helicópteros em serviço permanente e nós, pessoas, não? Hoje em dia até não seria difícil criar um heliporto em todas as localidades, pois em todas existem rotundas...)

A verdadeira questão do Serviço Nacional de Saúde é muito mais profunda e coloca-se de outro modo. Onde estão os Pediatras, os Ginecologistas e os Dentistas (e os Médicos de Família!) que deveriam fazer parte de todos os Centros de Saúde que, por sua vez, deveriam existir em todas as freguesias? Onde estão os Psicólogos que deveriam estar atentos a todos (e são MUITÍSSIMOS!) os casos gravíssimos de crianças com necessidades especiais (clínicas ou sociais)? Onde está a implementação da Medicina Preventiva? Como se pode estar contra o fecho de Maternidaddes e não exigir a existência de Pediatras?

Que interiorizemos todos nós, Cidadãos deste "pobre País", a necessidade de aprendermos a lutar por aquilo que é realmente fundamental, deixando de lado as pequenas e quase absurdas questões, que muitas vezes não são mais do que fruto de instrumentalizações de politiqueirisse ainda mais "pobre".

Maria Rocha, Lisboa

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