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Como se víssemos o invisível

Há uma passagem do saltério bíblico que diz: “Bendito seja o Senhor, meu rochedo. Ele prepara as minhas mãos para a luta e inicia os meus dedos na arte do combate.” De que luta se fala? Certamente daquela interior, do combate espiritual, que pode ser tão violento e arriscado como uma encarniçada batalha. Porém, não há fé que em algum momento do seu percurso não se reconheça assim. Um ensaio famoso de Miguel de Unamuno, intitulado “A agonia do cristianismo”, mostra o sentido duplo que tem o termo “agonia”: por um lado, está ligado à paixão e à morte, mas, por outro, evoca o combate, o jogo e o desafio que a construção da vida representa. E a crença é isso: um movimento agónico, um confronto, um entusiasmo árduo e inacabado.

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