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O TERCEIRO TEMPO

Em 1955, o editor John Calder viu a estreia inglesa de “À Espera de Godot”. Gostou, sem ter compreendido bem. Incentivado por um dos poucos críticos que defendeu a peça, viu-a outra vez. E decidiu comprar os direitos de publicação. Por causa de uma troca de moradas, a Faber antecipou-se. Então Calder escreveu a Beckett, e jantou com ele em Paris. Tornou-se editor da ficção e da prosa de Beckett, e além disso amigo dele e seu anfitrião sempre que o irlandês visitava Londres. E ainda escreveu dois utilíssimos livrinhos sobre “a teologia” e “a filosofia” beckettianas.

Nesse primeiro jantar em Montparnasse, contou, os dois conversaram sobre os assuntos do dia, a Argélia e assim, jogaram xadrez, e, tratando-se de Beckett, sobre o nada e a aniquilação Calder, que morreu este ano, nonagenário, foi um dos grandes editores ingleses (na verdade canadiano-escocês), conhecido do grande público por ter respondido várias vezes em tribunal por causa de alguns autores “escandalosos” que publicou.

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