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Expresso

Paulo Querido

Três perguntas a Luís Paixão Martins

Luís Paixão Martins é blogger na condição de profissional da comunicação. A pretexto da recente mudança do seu blogue do endereço da empresa para a plataforma do Sapo, coloquei-lhe três perguntas.

1. Porquê mudar para o Sapo, quais as vantagens?

Porque mudei para o Sapo? Porque colegas meus da equipa de Projectos de Comunicação (que são os que lidam com os media nas suas várias expressões, portanto, também com os media electrónicos) me recomendaram a mudança, em meados do ano passado, na sequência de reuniões que mantiveram com a equipa do Sapo. Disseram-me que o Sapo assegurava uma boa qualidade técnica com uma equipa eficiente, e com a vantagem de estar enfocado nos conteúdos portugueses. Por um acaso do destino, depois de a decisão ter sido tomada e com as mudanças já em andamento, a LPM começou a aconselhar a PTM, mas achámos que não havia conflito de interesses e mantivémos a nossa decisão.

2. É um dos raros directores de empresas em Portugal que mantém um blogue. Pensa de alguma forma abrir o caminho, ou dar um exemplo? Refiro-me ao universo dos seus clientes e conhecidos.

Embora seja, de facto, um director de empresa (mais exactamente, administrador), vejo-me como um profissional (um consultor) da comunicação. É nessa qualidade que publico as minhas notas no "Lugares Comuns". Já agora, antes da existência de blogues, mantive durante alguns anos um sítio profissional - www.luispaixaomartins.net (que nada tinha a ver com o sítio da empresa www.lpmcom.pt) - no qual publicava textos, notas e outros conteúdos semelhantes aos do blogue actual. Deixei de o publicar no momento em que assumi um projecto que, pelas suas características, me tornavam mais exposto publicamente.

3. Com o tempo que já leva na blogosfera, acha que a comunicação empresarial deve passar por aqui?

Por acaso, estamos a preparar, em colaboração com um cliente da LPM, uma iniciativa pública destinada a abordar esse tema, sobre o qual temos ainda muitas incertezas. Numa primeira observação, entendo que toda a comunicação assumida e clara é legítima, assim como é legítimo procurar influenciar quem comunica. Neste contexto não vejo grandes diferenças na utilização dos diferentes canais.

Paulo Querido, jornalista