Siga-nos

Perfil

Expresso

Paixões não correspondidas

“A paixão pela educação” não nasceu com Guterres, apenas passou a política oficial de todos os governos depois dele. Custou aos contribuintes portugueses, desde então, milhares de milhões de euros, que pagámos sempre com a mesma consciência de imperatividade com que pagámos para ter um Serviço Nacional de Saúde decente para todos, uma agricultura que nos tirasse de tempos medievais ou uma indústria que nos libertasse da fatalidade da mão-de-obra barata. Ter uma nova geração educada e preparada para enfrentar os desafios de um mundo globalizado e competitivo a partir de um país desprovido de riquezas naturais, como outros haviam feito antes de nós e continuaram a fazer depois, tinha todo o sentido e era, de facto, uma aposta decisiva não apenas para as gerações seguintes mas para o futuro do próprio país. Porém, como em tudo o resto, “it takes two to tango”: de um lado, estavam os sucessivos governos, os pais, os alunos e os contribuintes; do outro lado, teriam de estar, forçosamente, os professores. Mas, que eu tenha dado por isso, nunca os professores estiveram do outro lado dessa paixão nacional.

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI
(acesso gratuito para Assinantes ou basta usar o código que está na capa da revista E do Expresso, pode usar a app do Expresso - iOS e android - para fotografar o código e o acesso será logo concedido)